Passarella: Corinthians adia definição

Daniel Passarella continua na corda bamba. Não está confirmado nem que o argentino vá comandar o treino desta terça-feira à tarde no Parque São Jorge. Sua cabeça pode rolar antes, em nova reunião entre os diretores do Corinthians e da MSI. Hoje, em reunião que durou quase três horas, o iraniano Kia Jorabchian, homem forte da MSI, usou de todos os seus argumentos para manter Passarella no cargo. O presidente Alberto Dualib, e o vice, Nesi Curi, queriam a demissão do argentino. Kia tentou ponderar lembrando que a multa em caso de demissão é alta (R$ 3,5 milhões) e que para o projeto que ele tem para o Corinthians, não seria interessante demitir o segundo treinador em dois meses. Dualib e Curi dizem que não há mais clima para o argentino e que somente um outro treinador brasileiro poderia dar jeito no time. Emerson leão, que está no Japão, e Murici Ramalho, que está se desligando do Internacional, são os preferidos da cúpula corintiana. Passarella não participou da reunião. Ficou no hotel, onde está hospedado, com a sua família. Ele avisou que não vai pedir para sair porque não abre mão da multa a que tem direito em caso de demissão. O valor de R$ 3,5 milhões é a soma dos salários a que ele teria direito até o final do ano, mais 13o. e férias. Apesar de Kia bater o pé, a saída do argentino agradaria não só a diretoria corintiana mas também à boa parte dos jogadores e comissão técnica. Passarella se desgastou com todos ao afastar Fábio Costa da equipe; tirar Róger e Betão do time titular e pedir a contratação de mais dois auxiliares argentinos para compor a comissão técnica com ele. A principal torcida uniformizada do Corinthians, a Gaviões da Fiel, também quer a saída do treinador. "Queremos um técnico brasileiro que conheça os jogadores", disse o presidente da Gaviões, Wellington Rocha.

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