Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Passarella já mostra suas garras

Logo no primeiro dia de trabalho no Corinthians, Daniel Passarella foi apresentado aos jogadores e aos problemas no Parque São Jorge. E justificou a sua fama de disciplinador. Abortou a primeira crise entre brasileiros e argentinos. O novo chefe ficou irritadíssimo, hoje, quando soube que Tevez e Carlos Alberto trocaram socos e cusparadas quarta-feira, quando ele estava desembarcando da Argentina para assumir o comando. Conversou com o dono da MSI, Kia Joorabchian, que lhe deu liberdade para cobrar os jogadores. E foi o que Passarella fez logo após o treino da manhã - que acompanhou da tribuna. Foi muito claro aos atletas, dizendo que não toleraria indisciplina. Os jogadores ouviram a bronca em espanhol e se calaram. Passarella foi ainda mais específico na conversa com Márcio Bittencourt, ex-auxiliar de Tite, que continuará a trabalhar com ele. Disse que não admitirá jogadores se agredindo. A ordem é: seja qual for o atleta, ele será afastado. O argentino não quer que as estrelas, com salários milionários, tenham privilégios no grupo. Márcio revela: "Conversamos muito. O Passarella quis saber detalhes sobre todos os jogadores. Características, maneira de atuar. Quis saber tudo." Passarella, no entanto, não colocou agasalho do Corinthians hoje. Ficou na tribuna. O médico Fabio Novi tratava de falar quem eram os jogadores, que o argentino não conhecia nem pelo nome. O técnico pediu uma ficha detalhada do estado atlético de todo o grupo. Com óculos grossos de grau ele olhava os dados, perguntava quem era o atleta e comentava com seu auxiliar Alejandro Sabella. Perto das 11 horas, uma hora e meia depois do início do treinamento, chegou Kia Joorabchian. O iraniano cumprimentou Passarella com um beijo. Sentou a seu lado. Ficou apontando os jogadores e falando. Por puro respeito, o novo técnico corintiano tinha de ouvir as considerações como se fosse de um especialista. Passarella decidiu apenas acompanhar a partida de amanhã contra o União São João das tribunas em Mogi Mirim. Ele não quis se expor, já que não conhece os atletas. Kia esperava que ele comandasse a equipe, mas o técnico não é bobo, sabe que ficaria exposto em caso de derrota. "Ele falou que prefere assumir segunda-feira. Aí, sim começará o seu trabalho. Falei que por mim, não vejo nada de errado", disse Márcio. Porém, mesmo sem querer, Passarella terá influência no jogo de amanhã. Márcio quer ouvir alguns palpites durante a partida. "Seria ótimo se ele decidisse usar o rádio para me dar as orientações que achar necessárias. No intervalo seria excelente ouvir o que ele tem a dizer. Dependerá apenas da sua vontade." Passarella ficou de pensar se irá se envolver no que o Corinthians irá fazer amanhã.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.