Passarella poupa os titulares no domingo

O técnico Daniel Passarella resolveu poupar os "galácticos" do Corinthians na partida de domingo, contra a Portuguesa, no Pacaembu, pela penúltima rodada do Campeonato Paulista. Quer preservá-los para os jogos das oitavas-de-final da Copa do Brasil, contra o Figueirense. O primeiro é dia 20, em São Paulo. "Não quero correr riscos. Além disso, preciso observar alguns jogadores, que ainda não tiveram chances", justificou Passarella. O único astro contratado pela MSI que estará em campo é o meia Carlos Alberto, que atuará no ataque, ao lado de Bobô."Ele (Passarella) quer me ver em outra função (a de atacante). E eu, sinceramente, até prefiro jogar a ser poupado e ficar só treinando", revelou Carlos Alberto.Carlos Alberto e os demais jogadores, principalmente os mais experientes, têm dado declarações de apoio a Bobô. Até o homem-forte da MSI, o iraniano Kia Joorabchian, já saiu em defesa do atacante. Passarella também. "´O Bobô tem futuro, mas parece que está um pouco bloqueado. O melhor que posso fazer é passar confiança para ele", disse o treinador argentino.Bobô jura que não vai ser o novo Fininho - que, aliás, também estará em campo no domingo. Mesmo sendo muito vaiado pelos torcedores, o atacante mantém a calma. "Sou um cara tranqüilo. Com todo respeito ao Fininho, eu nunca vou repetir o gesto dele", garantiu o atacante.O gesto, como todos sabem, foi dos mais obscenos. Substituído num jogo contra o Sampaio Corrêa, há pouco mais de um mês, Fininho ergueu o dedo do meio das duas mãos para a torcida que o vaiava no Pacaembu. Como represália, acabou sendo afastado do elenco. O jogo deste domingo será o seu primeiro desde então."Passei uma fase difícil, mas agora já estou tranqüilo. Acho que o que aconteceu comigo serve de lição para o Bobô", afirmou Fininho.Os dois garotos têm conversado bastante. Trocam conselhos e tentam passar força um para o outro. A fase é difícil. "Estou com falta de sorte. Atacante vive de gols e eles não estão saindo. Mas se hoje a torcida me vaia, amanhã me aplaude. É só começar a fazer gol", admitiu Bobô. O curioso é que, mesmo sem viver uma lua-de-mel com a torcida, Bobô foi convocado para a seleção brasileira Sub-20 que disputará um torneio no Chile. Viaja segunda-feira e ficará pelo menos dez dias fora do Brasil. É a primeira vez que ele é chamado para uma seleção de base.Segundo Bobô, o problema é de adaptação. "Várias coisas são diferentes. Para começar que, nos juniores, eu não voltava tanto para marcar, era mais uma referência no ataque. Mas, aos poucos, eu vou me adaptando", explicou.Já Fininho se diz completamente adaptado ao elenco profissional. O problema, para ele, é a falta de paciência da torcida com seu futebol. Nesta sexta-feira, o lateral chegou a fazer um apelo numa emissora de rádio. "Gostaria de pedir ao torcedor que esquecesse o que aconteceu no passado e me incentivasse nesse jogo. Gosto muito do Corinthians."Fininho conta que recebeu várias propostas para sair do Parque São Jorge, mas preferiu ficar. "O Náutico, o Flamengo e outros clubes me procuraram, mas minha vontade sempre foi de me tornar ídolo no clube onde cresci", contou. Ele atuará na vaga de Gustavo Nery, um dos poupados por Passarella.Os outros que não jogam são Edson, Sebá, Betão, Marcelo Mattos, Roger e Tevez. O lateral Coelho e o atacante Gil, machucados, também não enfrentam a Portuguesa. O time provável do Corinthians é Fábio Costa; Anderson, Marinho e Marquinhos; Bruno Octávio, Wendel, Rosinei, Hugo e Fininho; Carlos Alberto e Bobô.

Agencia Estado,

08 de abril de 2005 | 16h54

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