Passarella volta; atrás de dinheiro

O argentino Daniel Passarella vem ao Brasil semana que vem para tentar concretizar sua rescisão de contrato com o Corinthians. O técnico, demitido no início do mês passado, está em Buenos Aires sem poder trabalhar. Ele foi sondado por alguns clubes, mas não pode aceitar nenhuma proposta de trabalho enquanto ainda estiver vinculado ao clube do Parque São Jorge. Seus advogados tentarão, mais uma vez, fazer um acordo com a MSI e o clube. Passarella quer receber uma quantia a que julga ter direito por conta de sua demissão. O valor, não confirmado por seus advogados e assessores, seria de pouco mais de R$ 3 milhões.A MSI e o Corinthians contestam. A empresa queria ver Passarella como ?consultor internacional? e o clube alega que quem quer rescindir o contrato é o próprio argentino ? como ?consultor internacional? ele desempenharia ainda seis das dez funções previstas no documento ? como, por exemplo, indicar jogadores para serem contratados.Segundo Mário Vaisman, assessor particular de Passarella, o treinador ainda estuda a possibilidade de entrar na Justiça contra o clube. ?Isso acontece quando a gente não chega a um acordo. Mas estou muito otimista. Acho que vamos chegar a um acordo. Na semana que vem, teremos uma boa novidade.?Questionado se Passarella poderia voltar atrás e topar o cargo de consultor internacional, Vaisman desconversa: ?Há várias possibilidades e essa é uma delas, embora seja difícil. Não estou autorizado a dar mais detalhes.?Demitido após a goleada sofrida para o São Paulo, a eliminação na Copa do Brasil frente ao Figueirense e a indisposição com alguns jogadores do elenco (como Fábio Costa e Roger), Passarella tem passado seus dias descansando com a família em Buenos Aires. O amigo Mário Vaisman conta: ?Ele está tranqüilo. Andou um pouco frustrado, é claro, já que é um treinador de nível internacional e queria muito fazer um bom trabalho no Corinthians, mas agora está tranqüilo.?Considerado um dos maiores zagueiros de todos os tempos, Passarella, 52 anos, ainda pretende treinar alguns times antes de se jogar de cabeça no seu grande sonho: tornar-se presidente do River Plate, clube em que viveu por pouco mais de 14 anos, sendo 10 como jogador e quatro como técnico. ?Ele não vai se candidatar às próximas eleições (que ocorrem no segundo semestre). Ser presidente do River é um projeto para daqui a alguns anos?, diz Vaisman.

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