DIvulgação
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Pato critica contrato que o impede de jogar contra o Corinthians

Jogador do São Paulo lamenta restrição e diz que é prejudicado

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

10 Março 2015 | 14h45

O atacante Alexandre Pato, do São Paulo, criticou nesta terça-feira a cláusula do contrato que tem com o Corinthians que lhe impede de enfrentar o rival. Para o jogador, essa condições são fora do padrão do futebol, inexistem na Europa e ainda o atrapalham de conseguir espaço na seleção brasileira.

"É triste não poder jogar um clássico. Esses motivos contratuais estão fora do futebol verdadeiro. Na Europa, isso não existe", comentou. Pato disse que na época em que jogava no Milan, vários companheiros de time enfrentaram clubes apesar de estarem sob contrato de empréstimo, como é o caso dele, que tem vínculo com o São Paulo até o fim do ano.

O artilheiro da equipe na temporada com oito gols ainda lamentou o prejuízo particular por ficar fora de jogos com o Corinthians. "É ruim porque venho em uma sequência. A gente pode se encontrar em outros jogos importantes também e ficaria sem jogar de novo". Além disso, o atacante afirma que perde chance de mostrar serviço para a seleção brasileira.   "A seleção pesa bastante, porque são nos jogos importantes que você pode demonstrar a sua força, a sua fase", comentou. Pato ficou fora da lista do técnico Dunga para os amistosos contra França e Chile.


Para poder escalar o jogador contra o Corinthians, o São Paulo precisa da permissão do rival e também de pagar uma multa de R$ 5 milhões, que a diretoria já disse não ter interesse em pagar. Atualmente cada clube banca metade do salário do atacante, que é de R$ 800 mil.

O atacante descartou qualquer hipótese de não receber o pagamento mensal feito pelo Corinthians para poder negociar uma chance de escalação no próximo confronto entre as equipes, que será pela Libertadores, em 22 de abril. "Eu não abro mão de nada. Fiz por merecer para receber o salário que eles me pagam. Eles pagam uma metade e o São Paulo paga a outra. Tenho de aceitar essa situação", disse.

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