Bruna Toni/Estadão
Bruna Toni/Estadão

Pato será enquadrado quando chegar ao São Paulo

Muricy terá conversa coletiva para cobrar comprometimento do atacante

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

08 de fevereiro de 2014 | 04h58

SÃO PAULO - Do ponto de vista técnico, Alexandre Pato já deu mostras na carreira de que pode ser um grande reforço para o São Paulo. Mesmo assim, o clube vai enquadrá-lo tão logo ele chegue ao CT para ter certeza de que a pálida passagem pelo Corinthians não se repita no Morumbi. O principal ponto a ser atacado será seu comprometimento com o time e com os campeonatos, reclamação mais recorrente do período que ele defendeu o rival.

A leitura da diretoria é que Pato nunca teve uma cobrança realmente dura no Corinthians. Os dirigentes são-paulinos acreditam que é preciso um perfil mais duro para colocar seu novo jogador nos eixos. Aí entra Muricy Ramalho.

"Aqui ele terá um feitor caso não mostre vontade. O Muricy vai arrancar o couro dele se for preciso", disse ao Estado um dos diretores, sob a condição de anonimato. A expectativa é de que o treinador chacoalhe o atacante e o faça ficar mais preocupado com o futebol do que com a vida social. "Se o Muricy não conseguir, acho que ninguém mais consegue."

A princípio, o técnico não terá nenhuma conversa reservada com o atacante, mas, assim que ele estiver no grupo, dirá para o elenco que Pato é mais um e terá de lutar pelo seu espaço. A ideia é fortalecer o espírito de grupo que Muricy vem tentando imprimir no elenco e não deixar que ele se acomode e eventualmente contagie um grupo que ainda não se mostrou totalmente aguerrido. “A gente abre o clube para recuperar o jogador e o comportamento tem de ser exemplar. Isso já aconteceu com outros e eles sabem que precisam se adequar”, disse Muricy.

Assim, entra outra figura de imensa importância na história: Rogério Ceni. O goleiro não engoliu as provocações de Pato no Paulista do ano passado, quando fez sinal de silêncio para a torcida e para o goleiro após marcar tanto na primeira fase quanto na semifinal.

"O mundo dá voltas e é sempre importante você tratar todos com respeito. Se o clube o contratou, cabe a todos nós sempre receber todo atleta dando o maior incentivo possível", disse friamente à ESPN Brasil.

“CARINHO" DA TORCIDA

Ao menos por enquanto a diretoria não se mostra preocupada com os protestos da torcida organizada. “Claro que vem de um rival, mas ele é um jogador de futebol. Esperamos que eles ajudem, mas vão ajudar, tenho certeza”, minimizou Muricy.

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