Vinnicius Silva/Cruzeiro
Vinnicius Silva/Cruzeiro

Patrocinador retira ação judicial contra o Cruzeiro e ainda aceita renovar acordo

Dia do clube também teve protesto da torcida em frente à sede, pedindo transparência e mudanças no estatuto

Redação, Estadão Conteúdo

11 de janeiro de 2020 | 21h23

O Cruzeiro, clube que vive uma crise financeira muito grave e recentemente foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro pela primeira vez em sua história, teve uma rara notícia boa neste sábado. O Grupo Bem Protege não apenas retirou a ação judicial que movia contra a agremiação como aceitou renovar o acordo de patrocínio até o final deste ano.

Alegando que o Cruzeiro havia descumprido várias cláusulas do contrato entre as duas partes no ano passado, a empresa pediu na Justiça uma indenização de cerca de R$ 2,5 milhões. Na fase que vive o clube de Belo Horizonte, uma derrota nessa disputa seria mais um desastre, por isso os dirigentes comemoraram bastante o acordo com o Grupo Bem Protege.

"É um parceiro importante para o clube, que entende o momento que o Cruzeiro vive e está junto com a instituição. As dificuldades foram acertadas e é importante destacar também a retomada de credibilidade que estamos iniciando agora no Cruzeiro", comentou Carlos Ferreira Rocha, integrante do Núcleo Dirigente Transitório, grupo que está administrando o clube celeste.

Na última sexta-feira, o Cruzeiro divulgou uma nota oficial em que deu detalhes de sua crise financeira. Segundo Saulo Fróes, presidente do Núcleo Dirigente Transitório, a dívida do clube já chegou a R$ 800 milhões e pode ser ainda maior, já que novos débitos têm sido descobertos com regularidade. Para piorar, o rebaixamento para a Série B fará o orçamento cruzeirense cair dos R$ 350 milhões de 2019 para R$ 80 milhões neste ano.

"Temos de ser realistas. A nossa prioridade hoje é dar condição para que o clube consiga sobreviver, para depois almejar algo mais lá na frente", afirmou Fróes.

PROTESTO

Neste sábado, um grupo formado por aproximadamente 200 torcedores do Cruzeiro foi ao Parque Esportivo do Barro Preto, em Belo Horizonte, para protestar contra a dramática situação financeira do clube. Os cruzeirenses pediram uma administração mais transparente e mudanças no estatuto. Não houve registros de incidentes durante a manifestação.

Além disso, os membros da torcida solicitaram a saída de dirigentes ligados à antiga diretoria, que caiu após o rebaixamento, e a volta ao clube do empresário Pedro Lourenço, que na última quinta-feira anunciou a sua saída do Núcleo Dirigente Transitório.

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