Palmeiras; Futebol; Barrios
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Patrocinadora chama Nobre de desleal e pode deixar o Palmeiras

Possível camisa retrô com antiga patrocinadora causa revolta

O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2015 | 00h15

A relação entre Crefisa e FAM com o Palmeiras sempre pareceu ser muito boa, mas talvez não esteja tão bem como parece. Leila Pereira, dona das empresas, está bastante incomodada com a postura do presidente do clube, Paulo Nobre, e fez duras críticas ao dirigente palmeirense. Ela alega falta de lealdade e diz que foram feitas contratações ruins pela diretoria.

A bronca de Leila é pelo fato de Adidas, fornecedora de material esportivo do clube, e Palmeiras estarem negociando a criação de uma camisa retrô com a marca da Parmalat. “Recebi hoje um email do (Marcelo) Puggina (assessor especial do Palmeiras), que é o porta-voz do Paulo, dizendo que a Adidas procurou o Palmeiras para fazer uma edição limitada da camisa da Parmalat, e iria estampar a marca da Parmalat. Isso é uma falta de lealdade, falta de escrúpulo com o patrocinador, é motivo para rescisão de contrato. O patrocinador master é a FAM e a Crefisa, investimos quase R$ 100 milhões no Palmeiras, estamos reformando a Academia agora e o Nobre vem com essa proposta indecente? Acham que a gente é trouxa?”, disse a empresária, em entrevista ao Lance!

Irritada, Leila continuou as críticas e reclamou até da qualidade da equipe. “Se o Palmeiras está em melhores condições é pelo patrocinador e pelo seu torcedor, que continua indo aos jogos mesmo perdendo como está perdendo, e isso não é culpa do patrocinador, mas das contratações ruins que fizeram”.

A empresário assegurou que caso a camisa seja lançada, pode cancelar o acordo com o Palmeiras. “Não vamos aceitar. Se a Adidas lançar qualquer camisa que não seja com o atual patrocinador, o contrato da Crefisa e FAM com o Palmeiras estará rompido. Onde ele (Nobre) vai achar um patrocinador para fazer as contratações de quinta categoria que ele fez?, completou.”

Crefisa e FAM pagam pouco mais de R$ 40 milhões para exibir suas marcas no uniforme do clube e também foram responsáveis pela reforma na Academia de Futebol, onde a sala de imprensa passou por uma reformulação e está sendo construído um hotel no local para os jogadores ficarem concentrados. Além disso, a empresa participou diretamente da contratações de alguns reforços, entre eles, Thiago Santos e Barrios, que custou para a empresa R$ 40 milhões no total.

“O relacionamento que deveria ser de primeira linha está sendo deteriorado por falta de lealdade e de jogo de cintura. Eles (dirigentes do Palmeiras) decidem e o último a saber é quem banca aquilo lá, junto com o Avanti”, finalizou a empresária.

O Palmeiras alega que a ideia da camisa partiu da Adidas e que consultou a atual patrocinadora para saber se ela aceitaria a novidade, mas a partir do momento que ela recusa, desistiu do acordo.

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