Patrocinadores da Fifa querem investigação independente em processo de reforma

Importantes patrocinadores da Fifa exigiram uma supervisão independente no processo de reforma da entidade em uma carta aberta, publicada nesta terça-feira, antes de uma reunião-chave para finalizar reformas propostas após uma série de escândalos.

KEN FERRIS, REUTERS

01 de dezembro de 2015 | 20h52

As empresas AB InBev, Adidas, Coca-Cola, McDonalds e Visa escreveram a carta ao comitê executivo da Fifa, que se reúne nesta semana.

O presidente do comitê de reforma da Fifa, François Carrard, vai colocar as suas recomendações ao comitê executivo na quarta e quinta-feiras e elas serão apresentadas publicamente depois.

No mês passado, o comitê de reforma publicou suas "recomendações preliminares", que sugeriam um limite de idade de 74 anos para todos os dirigentes importantes, mas apenas mencionavam limites de mandato para o presidente, que ficaria restrito a três mandatos.

A lista final das reformas propostas será apresentada às 209 federações afiliadas à Fifa em um congresso em fevereiro.

A Fifa enfrenta uma pressão sem precedentes para reformar sua governança e melhorar a transparência, depois dos indiciamentos, feitos pelas autoridades norte-americanas em maio, de 14 dirigentes e executivos de marketing esportivo por acusações de corrupção. Muitos dos acusados ?haviam participado do comitê executivo da Fifa ou outros painéis da entidade.

"Estamos cientes do trabalho positivo que o comitê de reforma tem feito sobre a reforma da governança, mas ainda acreditamos que quaisquer reformas devem estar sujeitas a uma supervisão independente", informou a carta dos patrocinadores, publicada no site da Coca-Cola.

"Também se tornou claro para nós que tal supervisão independente precisa ser executada a longo prazo, através da implementação e evolução do processo de reforma."

"Nós os encorajamos a se tornarem campeões desta supervisão independente, uma vez que só irá reforçar a credibilidade da Fifa", acrescentaram as empresas na carta.

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