Fabio Menotti/Ag. Palmeiras
Fabio Menotti/Ag. Palmeiras

Patrocínio renovado faz Palmeiras lucrar mais do que a soma dos rivais

Verba leva o atual campeão brasileiro ser o mais 'rico' do futebol brasileiro com sobra

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

09 Fevereiro 2017 | 07h00

Desde de esta quarta-feira o Palmeiras ficou ainda mais rico do que os rivais. O clube e a Crefisa formalizaram a renovação de contrato por mais dois anos, em patrocínio tido por ambos como o maior da América do Sul. A parceria com a empresa vai render a investida pesada de cerca de R$ 32 milhões por Miguel Borja nos próximos dias.

O diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos, viajou à Colômbia na noite de quarta-feira para tentar fechar contrato com o atacante do Atlético Nacional. Caso consiga em Medellín o êxito de convencer os dirigentes locais, a Crefisa vai repassar dinheiro para comprar os direitos econômicos do sétimo jogador do elenco do Palmeiras.

O desejo da patrocinadora em contribuir com a equipe faz o Palmeiras ter um patrocínio bem acima dos rivais. O novo acordo prevê o repasse de R$ 72 milhões neste ano e outros R$ 78 milhões em 2018, além de bônus por títulos e metas ousadas.

"O investimento não é só para a conquistar a Libertadores, mas também o Mundial. Visa conquistar mais vitórias, para proporcionar felicidade para os milhares de torcedores e exposição cada vez maior da marca", disse a dona da Crefisa, Leila Pereira. A Faculdade das Américas (FAM), outra empresa de Leila, também vai estampar a marca na camisa do time.

Apenas o montante a ser repassado neste ano, os R$ 72 milhões, supera com sobra o valor obtido pelos rivais. O patrocínio master do Corinthians rende R$ 30 milhões por ano, ante R$ 15 milhões pretendidos pelo Santos nesta temporada. Já o São Paulo tem como meta chega aos R$ 40 milhões com a exposição de sete marcas diferentes no uniforme.

"Seguramente o patrocínio do Palmeiras é o maior não só do Brasil, como também de toda a América do Sul", disse a empresária. Fora dos clubes paulistas, o time com mais verba de anunciantes é o Flamengo. São R$ 25 milhões por ano.

Mesmo o contrato anterior entre Palmeiras e Crefisa, iniciado em 2015, já era superior. O investimento era de R$ 66 milhões por ano. O novo vínculo foi sacramentado na semana de eleição no Conselho Deliberativo do clube.

No sábado, Leila e o marido, José Roberto Lamacchia, disputam vaga no órgão. O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, descartou o efeito político da renovação de contrato no pleito de sábado.

"Nosso contrato de patrocínio é com as empresas. O José Roberto e a Leila são candidatos ao Conselho, vão participar das eleições no próximo sábado, tem de atender a toda a demanda estatutária. Então, são situações distintas", explicou.

O dirigente evitou dar informações sobre a negociação com Borja e prometeu apenas falar do assunto quando a contratação estiver definida. "Por filosofia, não vamos externar nada. Enquanto não tiver nada concreto da parte do Palmeiras, ou seja, o verde no branco, não falaremos sobre o tema", afirmou Galiotte.

 

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