Paulista confia em manter mando de jogo

Apesar da possibilidade de punição do Paulista com a perda de mando de jogo contra o Palmeiras pelas semifinais do Campeonato Paulista, o clima na cidade de Jundiaí é positivo. Torcedores, jogadores e diretoria acreditam na absolvição do clube no julgamento do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paulista de Futebol, marcado para segunda-feira. Com uma semana para preparar a defesa, advogados do clube estão se empenhando em busca de provas que demonstrem que a torcida da Ponte foi a responsável pelos atos de vandalismo e incidentes ocorridos no estádio Jaime Cintra, sábado pelas quartas-de-final. Os torcedores que vieram de Campinas teriam desrespeitado um acordo feito junto com a Polícia Militar, desceram em local não combinado. Na seqüência houve o choque entre as torcidas e a guerra de pedras. Em defesa do seu clube, o presidente Edu Palhares diz que não pode se responsabilizar por atos de selvageria praticados pela torcida adversária. Com reportagens de tevês e jornais pretende comprovar a isenção do clube nos fatos ocorridos no Jaime Cintra. "Nós nos cercamos de todas as providências para evitar o confronto. Faltou o respeito do torcedor da Ponte Preta e também pulso para o policiamento." Mais difícil é explicar a pedra que atingiu o zagueiro Gabriel, da Ponte, na prorrogação. Segundo Palhares, "foi um acidente provocado pelos fatos anteriores". Doze pessoas ficaram ferias, entre elas três policiais. Um torcedor continua internado no Hospital Paulo Sacramento. Ele teve um corte profundo na cabeça após ser atingido por pedras atiradas por outros torcedores e está sob observação. Lamentações - Mesmo com a orientação do técnico Zetti para que os jogadores se concentrem apenas na preparação para os jogos diante do Palmeiras, parece inevitável que eles comentem o assunto. O capitão do time, Alemão, entende que o TJD vai ver que o time de Jundiaí não tem culpa nos incidentes. "Se eles (TJD) forem correto verão que o Paulista construiu com qualidade sua campanha no campeonato. Não podem nos tirar o direito de decidir em casa. Aqui fizemos as melhores partidas. Seria uma punição ao futebol." Nesta terça-feira, os jogadores fizeram um treino leve pela manhã e à tarde trabalho de hidroginástica sob o comando do fisicultor Fernando Moreno. O goleiro Rafael está definitivamente fora da primeira partida contra o Palmeiras, sábado, às 16 horas, no Parque Antártica. Ele foi avaliado pelo departamento médico e ficou constatado que a lesão muscular na perna direita se agravou. "Para dar tranqüilidade ao técnico Zetti é melhor que o Rafael fique em treinamento e talvez possa jogar a segunda partida", informa o fisioterapeuta, Luiz Mauro Lacerda. Em seu lugar está confirmado o goleiro Márcio, que fez diante da Ponte Preta, sábado, sua primeira partida como profissional.Ele entrou em campo ainda no primeiro tempo.

Agencia Estado,

23 de março de 2004 | 19h23

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