Paulista explica ações da Parmalat

O presidente do Paulista de Jundiaí, Eduardo Palhares, teve que reunir a imprensa para explicar mais uma vez a relação do clube com a multinacional Parmalat. O motivo da coletiva foram os contratos e documentos enviados a meios de comunicação. Entre os documentos, está um organograma detalhado da Carital Brasil, braço da empresa italiana no Brasil responsável pelas atividades esportivas da empresa na América Latina. Neste organograma, constavam oito tópicos, onde estariam enumeradas irregularidades na relação Paulista-Parmalat. Um dos tópicos constava o prefeito de Jundiaí, Miguel Haddad, como signatário de um suposto contrato de venda do Paulista à multinacional italiana. Segundo o presidente da Comissão Fiscal do Paulista, Cláudio Antônio Soares Levada, o Paulista não foi vendido a Parmalat e a transação não poderia acontecer através do prefeito, que de acordo com Levada, não tem autorização para responder pelos interesses do Paulista. As suspeitas de que o clube teria sido vendido surgiu no próprio organograma, onde consta um pagamento de R$ 2,5 milhões feito pela Parmalat ao clube de Jundiaí. Mas de acordo com o ex-diretor jurídico e de futebol do Paulista, João Carlos Figueiredo, a quantia refere-se a compra, por parte da multinacional, de passes de jogadores que pertenciam à Lousano, empresa que administrava o futebol do clube. Dentro de campo, o Paulista volta a campo pelo Campeonato Paulista neste sábado, quando enfrenta o União São João, em Araras. O técnico Zetti deve contar na partida de sábado com a estréia do meia Fábio Mello, ex-São Paulo, que estava no futebol português.

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