Paulista goleia Santos e garante vaga

Se os santistas estavam esperando um show, tiveram. Os atores é que não eram os que eles queriam. O Paulista, com futebol de primeiríssima qualidade, humilhou o Santos com um 4 a 0 indiscutível, inapelável e terminou o jogo, aos gritos de olé da torcida, na liderança do Grupo 2, classificado para a segunda fase, com 19 pontos. O Santos, até então invicto, ficou na segunda posição, com 17. Os donos da casa mal deram tempo para o time da Baixada respirar e abriram o placar logo aos 24 segundos. Umberto chutou, a bola desviou em Renato e Doni não chegou a tempo. Abertas as cortinas, era o início do espetáculo jundiaiense. O Santos sentiu o golpe. Enquanto tentava se levantar, bem devagar é verdade, a bola cismava em não sair da área de Doni. Quem achava que o vice-campeão brasileiro, com Robinho, Diego, Renato e cia., logo dominaria o jogo, começou a duvidar aos 17, quando os anfitriões marcaram mais um. Izaías jogou na área e João Paulo desviou. Com dois gols de vantagem, melhor armado (mérito para o técnico Zetti) e bem mais perigoso no ataque, só faltava ao Paulista um gol antológico. Alguém disse faltava? Robinho (Pelé também) assinaria o gol que o meia Canindé fez aos 34. O ex-santista avançou, meteu a bola entre as pernas do zagueiro André Luís, ajeitou e tocou de cobertura: um golaço. O técnico Emerson Leão devia estar desesperado no banco. Sua equipe não se encontrava em campo. Diego errava além da conta, Robinho mal aparecia e Robson estava completamente perdido. De um lado, ninguém jogava; do outro, todos em noite inspirada. Destaques: o goleiro Rafael, preciso, e o atacante Izaías, imarcável. Leão tentou o que pôde. No intervalo, tirou André Luís, que recebera o cartão amarelo, e colocou Pereira. Pôs ainda Basílio no lugar de Paulo César e passou a jogar com três atacantes. Não adiantou nada. O time voltou lento e quando começou a criar oportunidades, a bola não entrava. Não entrou com Diego aos 10, sozinho, nem com Robinho aos 11. Não entrou também com Alex, de falta, aos 15. Até o travessão o Santos acertou (com Diego), mas gol que era bom, nada. A equipe de Jundiaí, mesmo quando pressionada, não abria mão do ataque. Canindé, o melhor deles, deitou e rolou em cima dos adversários. Os torcedores do Santos já rezavam pedindo o fim do jogo quando o meia encontrou Izaías livre na frente. O atacante tocou na saída de Doni e destruiu de vez a noite dos santistas: 4 a 0. Não bastava estar levando uma goleada, os garotos da Vila ainda tiveram de ouvir os gritos de olé da torcida toda a vez que a equipe da casa pegava na bola. O golpe foi duro, mas o resultado foi merecido.

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