Paulista obtém vaga na prorrogação

O Paulista garantiu sua presença nas semifinais do Campeonato Paulista, ao vencer a Ponte Preta, por 2 a 1, na prorrogação, depois do empate por 2 a 2 no tempo normal, neste sábado à noite, no Estádio Jaime Cintra, em Jundiaí. O time do técnico Zetti aguarda o vencedor do jogo entre Portuguesa Santista e Palmeiras, neste domingo. A classificação foi conseguida na garra, porque o Paulista saiu perdendo por 2 a 0, chegou ao empate e depois à merecida vitória na prorrogação. No placar geral, Paulista 4 x 3 Ponte Preta. O técnico Estevam Soares, da Ponte, surpreendeu Zetti com uma esquematização tática diferente. Ele optou pelo 4-5-1, deixando apenas o velocista Weldon no ataque e com o meia Rafael Ueta exercendo a função de um falso atacante, se movimentado por todos os lados do campo. A marcação também funcionou bem com a linha de quatro volantes no meio campo, formando uma verdadeira muralha com Ângelo, Marcus Vinícius, Romeu e Piá. O time ficou compacto e a defesa bem protegida. Com o Paulista imobilizado, só faltavam mesmo o gols. O primeiro saiu aos 13 minutos, na primeira chance real da Ponte. Rafael Ueta cobrou escanteio, a defesa não aliviou e o zagueiro Gabriel ainda brigou pela bola que sobrou para o chute cruzado de Weldon. A Ponte continuou em cima, sempre com as estocadas de Ueta e Weldon, que criaram três boas chances. O time da casa ainda perdeu seu goleiro aos 22 minutos, sentindo a contusão muscular na coxa esquerda que o deixou de fora dos treinos da semana. Em seu lugar entrou Márcio, que aos 35 minutos não teve como evitar o pênalti sobre Weldon, que entrou em disparada na grande área após a roubada de bola de Ueta. Na cobrança, Piá teve calma, para conferir. O goleiro caiu do lado esquerdo e a bola caiu do outro lado. Com seus homens de criação, Canindé e Ailton, bem vigiados, o Paulista quase não ameaçou. Só teve duas chances no primeiro tempo. Uma delas com uma cabeçada de Ailton, aos 23 minutos. Outra aos 46 minutos, quando Gabriel furou e João Paulo, de virada, obrigou Lauro a fazer grande defesa. "Temos que manter o ritmo no segundo tempo", avisou Estevam Soares. O meia Piá alertou seus companheiros. "Precisamos ter a mesma garra porque 50% da vaga está garantida. Fizemos dois gols fora de casa e não podemos deixar a bola passar lá atrás". Do lado do Paulista, Zetti voltou do intervalo com a ordem decorada. "Precisamos marcar um gol logo. Depois a gente busca o empate e a virada", disse o técnico, muito criticado pelos torcedores. Na prática, pouco mudou. O Paulista ainda tentou sufocar a Ponte Preta, que quase liquidou o jogo aos nove minutos quando Bill saiu sozinho na frente do goleiro e tocou por cobertura. O lateral Lucas tirou de cabeça quase em cima da linha de gol, mandando para escanteio. Dois minutos depois, Bill bobeou na marcação e quase Canindé diminuiu não fosse travado por Gabriel. Aos 12 minutos, Zetti resolveu arriscar tirando o volante Alemão para a entrada do atacante Davi. Mesmo com três atacantes, o time de Jundiaí não tinha força ofensiva. Enquanto isso, os campineiros continuavam perigosos nos contra-ataques. Sem poder de finalização, o Paulista se viu obrigado a arriscar os chutes de longe sempre neutralizados pelo goleiro Lauro. Naquela altura, o Paulista parecia batido. Mas a história iria mudar. O esforço do Paulista foi recompensado pelo gol de Lucas, aos 25 minutos. A bola sobrou sozinha para ele no lado direito, após cruzamento de Galego. O lateral chutou forte e cruzado para diminuir. Com moral, o Paulista empatou aos 27 minutos, quando João Paulo deixou Ailton livre para chutar rasteiro: 2 a 2. Nem a torcida local acreditou, mas passou a empurrar o time em cima do visitante. A Ponte marcou o terceiro gol aos 46 minutos, com André Cunha, mas foi anulado por indicação do bandeira Artur Alves Junior que anotou impedimento. O lance foi duvidoso, porque o zagueiro Asprilla, na lateral do campo, pareceria dar condições ao adversário. O presidente da Ponte, Sérgio Carnielli chegou a invadir o campo para protestar, mas foi retirado por seguranças da Federação Paulista. Em seguida houve um princípio de tumulto num portão lateral, contido pela polícia. Após cinco minutos de descanso dentro do próprio gramado, começou a prorrogação de 30 minutos. O Paulista desempatou aos 12 minutos. Após uma cobrança de falta para a grande área o goleiro Lauro rebateu errado e Danilo cabeceou para o gol. A Ponte teve que sair atrás do resultado, colocando o atacante Roger para a saída do volante Romeu. O Paulista se fechou no meio campo com o volante Amaral no lugar do meia Canindé. No desespero, o goleiro Lauro tentou duas vezes ir cabecear na grande área. Na segunda se deu mal, porque a bola foi recuperada e Ailton deu um chapéu em André Cunha antes de marcar de cabeça, aos seis minutos do segundo tempo. Aos 11, a Ponte diminuiu, após desviou de cabeça de André Cunha. Mas não dava mais para reagir.

Agencia Estado,

20 de março de 2004 | 20h37

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