Paulista: parceria de US$ 30 milhões com grupo de Pelé

O Paulista de Jundiaí assinou contrato de parceria inédito no futebol brasileiro. Receberá investimentos sem perder o comando, como aconteceu com o Corinthians e a MSI. Um fundo de investimento gerido pelo Grupo Fator, do Brasil , utilizará US$ 30 milhões para a construção de um centro de treinamento para jovens atletas em Jundiaí. Os investidores lucrarão com a revelação de atletas e com negociações no próprio Brasil ou no exterior. O garoto-propaganda da parceria é Pelé. O Rei participará da empreitada com seu clube, o Litoral F.C., de Santos, e como ?consultor?. Os moldes da parceria são diferentes, por exemplo, dos aplicados em Palmeiras (Parmalat) e Corinthians (Hicks Muse e MSI). A Diretoria do Paulista, comandada pelo presidente Eduardo Palhares, seguirá no comando, com contratações e planejamento. Ao contrário do que ocorre em outros modelos, o Paulista não receberá dos investidores grandes reforços. A idéia do fundo é montar uma estrutura forte para que a agremiação de Jundiaí caminhe com suas próprias pernas.?Vamos montar uma grande estrutura em todo o País para observar jogadores e trazê-los para nosso centro de treinamento?, contou o professor João Paulo Medina, coordenador de desenvolvimento do Campus Pelé. O CT começará a ser construído no segundo semestre. O fim das obras ocorrerá até 2010, segundo previsão dos dirigentes. ?Enquanto o Campus não ficar pronto, usaremos a estrutura do Paulista?, acrescentou Medina. O projeto, além da formação de atletas, tem como objetivo dar educação às crianças, que terão estudo e aprenderão um segundo idioma, de acordo com o gerente da parceria, Olten Ayres de Abreu Júnior.Os garotos que se destacarem terão uma porta aberta na Europa. Trata-se do Lausanne Sport, da Segunda Divisão da Suíça, um dos participantes da parceria. O Lausanne servirá de vitrine para que os jogadores se transfiram para clubes maiores. O Paulista não ficará com nenhuma parte do dinheiro arrecadado nas negociações. A maior fatia será dos investidores e cerca de 20%, do Lausanne. O clube de Jundiaí, contudo, vem recebendo injeção de capital por parte do fundo para sanear suas finanças. No ano passado, por exemplo, o clube chegou a atrasar três meses de salários e direitos de imagem do elenco. ?Agora todos terão mais apoio e tranqüilidade para trabalhar?, observou o técnico Vágner Mancini, que recusou oferta da Arábia para ficar em Jundiaí.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.