Paulista prepara dossiê para o julgamento

O Paulista, antes mesmo de entrar em campo com o Palmeiras pelas semifinais do Campeonato Paulista, já está brigando para manter seu direito de decidir a vaga para a final no estádio Jaime Cintra, em Jundiaí.Tanto que, a diretoria do Paulista não gostou e nem aprovou a idéia de se fazer um acordo com a Federação Paulista de Futebol para que o jogo seja disputado em outro lugar, provavelmente, em Ribeirão Preto, no estádio Santa Cruz. O presidente Eduardo Palhares é contundente: "O nosso estádio é o Jaime Cintra. Não existe outra possibilidade".A diretoria do Paulista até já armo uma estratégia para sua defesa no julgamento do Tribunal de Justiça Desportiva, que acontece na segunda-feira. Será apresentado um extenso dossiê sobre os antecedentes da torcida da Ponte Preta, responsabilizando-a pelo incidentes na partida do último sábado, no Jaime Cintra.De acordo com Eduardo Palhares, com a ajuda de outros clubes, vários boletins de ocorrências estão sendo coletados para mostrar ao TJD que a violência provocada pela torcida da Ponte Preta não é nenhuma novidade. "Estamos juntando várias provas, mas acreditamos que os boletins de ocorrências com os fatos registrados em algumas cidades, como Piracicaba, Limeira, Matão, São Carlos e Itu, entre muitas outras, vão nos dar a base para provar que a culpa não é do Paulista e sim, dos baderneiros que vieram aqui não para assistir futebol, mas para agredir os nossos torcedores", acusou o presidente do Paulista.O dirigente fez questão de ressaltar que o Paulista possui um dos estádios com a melhor infra-estrutura de São Paulo. "Sempre cuidamos muito bem do Jaime Cintra. O torcedor aqui encontra segurança, com os alambrados, muros e paredes sempre bem conservados. Só aconteceu o que se viu porque a torcida da Ponte Preta não veio torcer e sim, fazer baderna, arruaça", atacou.Time - Enquanto isso, o técnico Zetti dá os últimos retoques na equipe que jogará com o Palmeiras no sábado. Por causa dos erros de passe, principalmente na primeira etapa do jogo contra a Ponte Preta, ele focalizou o trabalho nesse fundamento."Temos que treinar muito porque o erro de passe não só diminui a ação ofensiva como pode propiciar uma jogada de ataque do adversário", explicou Zetti. A princípio, só acontecerá uma mudança: a saída do goleiro Rafael para a entrada de Márcio.

Agencia Estado,

24 de março de 2004 | 18h50

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.