Paulista vence nos pênaltis e vai à final

Depois de 14 anos, desde a final entre Bragantino e Novorizontino, o Campeonato Paulista não terá um dos quatro grandes times na decisão do título. Neste domingo, o Paulista venceu o Palmeiras nos pênaltis, em um jogo emocionante, e garantiu vaga na final do Estadual ao lado do São Caetano. Os dois jogos decisivos serão nos próximos dois domingos, no Estádio do Pacaembu. Paulista e Palmeiras fizeram um jogo para causar infarto no torcedor mais indiferente. A partida reuniu todos os ingredientes de um confronto de fortes emoções: expulsões, pênaltis, gol nos acréscimos e reviravoltas de todos os tipos. No final, valeu a aplicação do time comandado por Zetti, que apesar do momento de glória ? foi jogado para o ar pelos atletas do Paulista ?, saiu reclamando muito da atuação do juiz Cléber Wellington Abade pela não expulsão do goleiro Marcos, que empurrou Fábio Mello nos acréscimos. No início, o Palmeiras tentou sair para o jogo e, como de costume, logo começaram os chutes a gol, com Magrão aos 3 minutos e Vágner Love aos 5. Mas quem levou a melhor foi o Paulista. Uma combinação de barreira aberta com morrinho artilheiro pegou Marcos desprevinido na cobrança de falta de Galego, que abriu o placar para a equipe de Jundiaí. Na desvantagem, o Palmeiras tentou ser mais agressivo e conseguiu algumas oportunidades de chutar a gol com Baiano de falta aos 12 minutos e Pedrinho na área aos 14. Mas, novamente, valeu a maior eficiência do Paulista. Canindé fez lançamento na medida para João Paulo que completou de cabeça, sem defesa para Marcos. Os dois gols não fizeram o Palmeiras recuar. O time seguiu nas tentativas de abrir o placar, mas o Paulista não estava morto e também criou várias oportunidades. O técnico Jair Picerni aumentou a ofensividade do time, com Elson no lugar de Diego Souza. E o time seguiu sua série de chutes a gol. Tanta insistência acabou tendo resultado somente no fim do primeiro tempo, quando Baiano lançou Vágner Love, que chutou antes da bola cair no chão e fez o primeiro gol palmeirense. O jogador comemorou abraçando o técnico Jair Picerni. No segundo tempo, as duas equipes diminuíram o ritmo, e o jogo começou equilibrado. O jogo começou a entrar em ebulição quando Correia foi expulso aos 17 minutos e, em desvantagem no marcador, Picerni resolveu arriscar colocando o atacante Rafael Marques no lugar de Baiano. O Palmeiras, no entanto, seguia errando as finalizações, que acabaram tendo sua conseqüência. Aos 37 minutos, Zetti colocou Davi no lugar de Izaías. Deu tão certo que não demorou 20 segundos para o jogador chegar à área e chutar com precisão para definir ao que poderia ser a vitória do Galo do Japi. Mas o jogo ainda reservaria emoçoes, com um pênalti de Márcio em Muñoz aos 38 minutos. Elson, com frieza, bateu com precisão e recolocou o Palmeiras no jogo. Nos acréscimos, Marcos e Magrão empurraram em Fábio Mello fora da área, iniciando uma confusão generalizada, que resultou na expulsão de Magrão e Davi. Quando tudo parecia perdido, aos 49 minutos, na última cobrança de falta, Pedrinho com um chute certeiro, fez o terceiro gol e levou partida para os pênaltis, para revolta de Zetti, técnico do Paulista. Nos pênaltis. Mais emoção. Pedrinho, Muñoz e Vágner Love converteram os seus. Danilo e Amaral também. Na terceira cobrança do Paulista, Canindé chutou na trave, mas Márcio recolocou o Paulista na decisão pegando pênalti de Elson. Depois foi a vez de Marcos defender o chute de Lucas. Na seqüência Márcio pegou a cobrança de Lúcio e Galego converteu para o Paulista. Na conclusão, Nen chutou por cima e Asprila fez o gol da classificação do Paulista para a primeira final de Estadual da sua história.

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