Paulista x Palmeiras será em Araras

Paulista e Palmeiras irão jogar em Araras a semifinal decisiva do Campeonato Paulista. Por 3 votos a 0, os auditores do Tribunal de Justiça Desportiva da FPF condenaram o Paulista e a Ponte Preta pelos incidente do dia 20. Os clubes perderam o mando de três partidas e ainda terão de pagar uma multa de R$ 100 mil. Como não poderia atuar em Jundiaí, o presidente do Paulista, Eduardo Palhares, decidiu depois de duas horas que a partida seria em Araras. Ele foi convencido pelo técnico Zetti por considerar o gramado ótimo. ?Os auditores nem quiseram olhar para as nossas provas. Perdemos o julgamento. Mas levamos a partida até Araras. Fizemos um acordo com a FPF. A cidade fica só a 110 quilômetros de Jundiaí. Pelo menos os nossos torcedores vão poder acompanhar a partida?, dizia, conformado, o presidente do Paulista, Eduardo Palhares. Diante do resultado do julgamento, Zetti pensou primeiro em pedir para que a partida fosse no Morumbi. O mando é do Paulista. Ele se lembrou do estádio do São Paulo por causa do gramado. ?Meu time é muito técnico e pode se impor, independente de torcida?, dizia o técnico. Só que Palhares não quis que o Paulista atuasse novamente em São Paulo. A saída veio do próprio Zetti. Ele ficou impressionado com a qualidade do gramado. Na partida do dia 21 de fevereiro, o Paulista ganhou do União por 2 a 0. Mas não é só Zetti que se animou. O atacante Munoz estava muito feliz quando soube que a partida será em Araras. ?Será muito melhor para o Palmeiras jogar em Jundiaí. Nós fomos o grande beneficiado com essa mudança para Araras. O gramado de lá é excelente.? O Palmeiras venceu o União por 5 a 1. Quanto ao julgamento desta segunda-feira, não haverá tempo para reviravoltas. ?Não há tempo para que o Paulista recorra. O Código do Torcedor exige várias formalidades que impedem um recurso até o domingo. A sentença já colocou a partida contra o Palmeiras definitivamente fora de Jundiaí?, decretou o presidente do STJD, Naief Saad Neto. ?Foi um absurdo! Não prestaram atenção na defesa do Paulista. É claro que o time pequeno foi prejudicado na semifinal contra uma equipe grande. Eu tinha certeza de que isso aconteceria. Acabaram com a felicidade de uma cidade pacífica, que foi prejudicada pelos vândalos da Ponte. Mas time pequeno no Brasil é assim mesmo. Ainda mais na hora da decisão?, lamentava o presidente Palhares. O dirigente não quis sair da FPF sem definir o local da partida. Havia no Paulista quem defendesse a partida em Santos. O motivo era simples: como o Santos decide a sua sobrevivência no Paulista, sábado, contra o São Caetano, no Anacleto Campanella. Perdendo ou vencendo o jogo, os santistas com certeza dariam apoio ao time jundiaiense. Só que a tese do gramado de Zetti prevaleceu. Para não falar que Palhares não conseguiu pelo menos uma vitória, a marcação do jogo em Araras teoricamente não deveria acontecer. A lei prevê que quando uma equipe é punida e seu mando é cassado, a nova partida deveria acontecer em uma cidade distante pelo menos 150 quilômetros. A FPF fez acordo com o Paulista e desprezou a lei.

Agencia Estado,

29 de março de 2004 | 22h00

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