Paulistão 2004 será desafio para técnicos

Somente a Ponte Preta ainda não definiu seu treinador para o Campeonato Paulista de 2004. Dos 21 clubes participantes, nove deles terão treinadores estreantes na competição e nenhum ainda conquistou o título estadual. A direção do clube campineiro promete divulgar o seu comandante até o final do ano. "Temos já tudo praticamente definido, mas vamos aguardar mais um pouco para divulgar", comentou o vice-presidente de futebol, Marco Antônio Eberlin. A expectativa é pela contratação de algum profissional mais caseiro, afeito à filosofia do clube de revelar jogadores. Entre eles, estão Pardal; Celso Teixeira, Carbone, Estevam Soares e Nicanor de Carvalho Júnior, todos com passagens positivas pelo clube.No Paulistão, nove técnicos vão participar pela primeira vez. No Grupo 1, são quatro: João Martins, do caçula Atlético Sorocaba; Juninho Fonseca, do Corinthians; Nenê, da Portuguesa Santista e Sérgio Farias, do União Barbarense. No Grupo 2, estão cinco técnicos novatos no Paulistão: Barbieri, no Guarani; Jorge Raulli, no Mogi Mirim; Márcio Rossini, no caçula Oeste de Itápolis; Tite, no São Caetano e Zetti, no Paulista.Entre os experientes, nenhum foi campeão paulista. No Grupo 1, Roberval Davino, do América de São José do Rio Preto, passou por situação curiosa em 1999 quando chegou a dirigir dois clubes ao mesmo tempo: Araçatuba, na A1 e Mirassol, na A2, obtendo êxito nos dois times. Davino fez dois ótimos trabalhos no Campeonato Paulista: no Mogi Mirim, em 1998 e na Matonense, em 1999, quando criou um esquema virtual em que os jogadores não guardavam posição fixa.Dario Pereyra, da Portuguesa, ficou devendo no São Paulo e Corinthians; Cuca, do São Paulo, naufragou na Internacional de Limeira em 2000 e entram em 2004 com a obrigação de recuperar o prestígio em competição estadual.Vitrine - O Paulistão de 2004 ainda servirá para colocar na vitrine dois veteranos treinadores que estavam completamente sumidos: Roberto Brida, no Juventus e Júlio Espinosa, no Rio Branco. Brida esteve em vários times do interior e chegou a ser preparador físico do Corinthians. Já Espinosa esteve no Santos, Mogi Mirim e Inter de Limeira há mais de dez anos, não fazendo bom trabalho em nenhum destes clubes. Ultimamente vinha atuando como supervisor de times no Estado do Maranhão e raramente fica mais que 40 dias no mesmo clube.Pelo Grupo 2, Paulo Comelli, do Ituano, surpreendeu neste ano no comando do União Barbarense, de Santa Bárbara d´Oeste, chegando entre os oito melhores clubes. Jair Picerni, do Palmeiras, foi vice-campeão paulista com a Ponte Preta, em 1981, no ano de sua estréia como técnico profissional. Também foi vice no Corinthians, em 1984, e na Portuguesa de Desportos no ano seguinte, além de ter dirigido vários outros times, como União São João de Araras, Santo André e São Caetano.Outro que tem a oportunidade de se redimir de um mal trabalho na temporada passada é Flávio Lopes, do Marília, que neste ano foi mal no comando da Lusa, em sua primeira experiência no estado de São Paulo. No União de Araras, Play de Freitas tem a chance de deixar de ser o eterno "interino" para se firmar na profissão.O consagrado Émerson Leão vai dirigir o Santos e buscará seu primeiro título paulista como treinador, após ter vencido quatro vezes como goleiro do Palmeiras, em 1972, 1974 e 1976 e Corinthians, em 1983. Já Luiz Carlos Ferreira, considerado o mais valorizado treinador do interior, vai comandar, de novo, o Santo André, uma vez que já esteve no ABC em 2003, quando fez ótimo trabalho no Paulista e conquistou o acesso na Série C para a Série B, feito que já tinha conseguido antes com São Caetano (1998) e Marília (2002). Apenas quatro times repetem treinadores do Paulistão 2003 para 2004: o próprio Santo André, com Luiz Carlos Ferreira; o América, com Roberval Davino; o Santos, com Émerson Leão e o Palmeiras, com Jair Picerni.

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