Rodrigo Corsi/Paulistão
Rodrigo Corsi/Paulistão

Paulistão será retomado neste fim de semana após liberação do governador de São Paulo

Disputa estava paralisada até o dia 11 em função das restrições no Estado por causa do avanço da covid-19

Raul Vitor e Robson Morelli, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2021 | 08h32

O vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, confirmou em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 9, no Palácio dos Bandeirantes, que o Campeonato Paulista poderá ser retomado a partir das 20h. O governador João Doria (PSDB) já havia antecipado a liberação pela manhã. Com a decisão, o poder estadual segue a determinação Ministério Público de antecipar o prazo de restrições aos jogos - inicialmente ele valeria até o dia 11. Os jogos do Paulistão serão retomados a partir deste sábado e serão realizados no período da noite, a partir das 20h. 

A medida acompanha a volta do estado para a fase vermelha do Plano SP, que irá durar ao menos até o dia 18 de abril. "[Há] Permissão para eventos esportivos profissionais sem público, e a partir das 20h [está] autorizada a volta do esporte coletivo profissional sem torcida, apenas com transmissão pelos veículos de comunicação", confirmou Garcia. 

A FPF vai divulgar um novo calendário para tentar fazer a final na data previamente marcada, 23 de maio. Os clubes devem jogar uma vez a cada 48 horas, intervalo mínimo permitido pela legislação esportiva. Haverá novos acertos com as TV e streamings de transmissão das partidas. Os clubes poderão usar todos os jogadores inscritos na competição. As cotas de TV e da própria FPF serão pagas. Os times mantiveram seus treinos regularmente e foram avisados da situação.

A retomada do torneio havia sido antecipada pelo governador João Doria pela manhã. "Ontem, no início da noite, o MP, depois de várias reuniões com a FPF e com a participação do coordenador do centro de contingência, doutor Paulo Menezes, tomou a decisão de liberar os jogos do Campeonato Paulista. Isso será anunciado hoje oficialmente na coletiva de imprensa", afirmou à Rádio CBN. 

Patrícia Ellen, secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, disse que o horário foi estabelecido para evitar aglomerações, já que a partir das 20h há restrição de circulação e abertura de locais como bares e restaurantes. 

A principal mudança no protocolo sanitário da FPF é que os elencos deverão fazer um teste de antígeno adicional no mesmo dia das partidas noturnas (em jogos diurnos, será feito na noite anterior), além do exame RT-PCR em intervalos máximos de três dias para todos na concentração. Os times se comprometeram a adotar um modelo de concentração permanente, com quartos individuais para os membros da delegação. 

Liberação

A mudança de posicionamento do MP ocorreu depois de várias reuniões com membros da Federação Paulista de Futebol e médicos especialistas no combate à doença. Nas últimas semanas, Federação Paulista e Ministério Público vinham trabalhando em modificações nos protocolos de controle da pandemia no futebol. A intenção era tornar os jogos ainda mais seguros. Uma das medidas é a realização de testes para identificação de covid, inclusive nos membros das comissões técnicas, nos dias dos jogos, uma hora antes de a partida começar. Também foi apresentada a ideia de manter os clubes em "bolhas" até o fim da competição. 

A realização das partidas de futebol foi proibida em São Paulo no dia 15 de março, quatro dias depois de entrar em vigor o plano emergencial de combate à propagação da covid-19 no Estado. Inicialmente, o prazo ia até 30 de março. Depois, foi estendido a 11 de abril. Até agora, foram realizadas as primeiras quatro rodadas e um jogo da quinta na primeira fase do Paulistão. Após a proibição, duas partidas foram disputadas em Volta Redonda (RJ).

O Estado de São Paulo vive o momento mais crítico da pandemia. Nesta quinta-feira, foram registrados 1.299 mortes, a segunda pior marca da pandemia. Na terça-feira, dia 6, o Estado bateu recorde de mortes por covid-19 ao contabilizar 1.389 óbitos em um dia. São Paulo está há 38 dias com tendência de alta nas mortes pela doença e com seus hospitais, públicos e privados, perto de lotação máxima. 

 

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