Paulistão volta com charme e craques

O Campeonato Paulista chega com tudo para atrair a atenção do público. O torneio estadual de mais destaque e importância do País começa nesta quarta-feira com uma série de atrações, não vistas há vários anos. A disputa pelo título promete ser acirrada, pois o Corinthians - ou melhor, a MSI - investiu bastante e contratou jogadores de primeira linha, como Tevez e Carlos Alberto, o Santos reforçou seu ótimo elenco, campeão brasileiro de 2004, o São Paulo manteve a boa base, e o Palmeiras garante, por meio de sua nova diretoria, que dará mais atenção ao futebol.Não se pode, é claro, ignorar o São Caetano, o atual campeão paulista. E a torcida é para que a Portuguesa volte a dar trabalho. Torcida, aliás, é o que a Federação Paulista de Futebol (FPF) mais espera ver nas arquibancadas. No ano passado, a competição foi um fracasso. A média de público não atingiu os 4.300 pagantes por jogo e decepcionou os organizadores do torneio. "O campeonato foi horrível", reconhece Marco Polo Del Nero, presidente da entidade. Ele espera, em 2005, pelo menos o dobro de torcedores nos estádios por partida - para ajudar, o preço dos ingressos foi reduzido de R$ 20,00 para R$ 15,00.A competição de 2004 teve regulamento nada convencional. E realmente não entusiasmou. Os participantes foram divididos em dois grupos, um com dez e outro com 11, classificando-se oito para as quartas-de-final. A final entre São Caetano e Paulista não empolgou. No primeiro confronto, 10 mil pessoas foram ao Pacaembu. No segundo, 25 mil. Após debates com dirigentes, treinadores e jornalistas, a FPF decidiu que era hora de mudar tudo. E pôs em prática o sistema de disputa por pontos corridos, como ocorre no Brasileiro desde 2003. A equipe que fizer mais pontos, em 19 rodadas e turno único, ficará com a taça, sem final.Fórmula - É certo que em 2006 e 2007 a fórmula será mantida. O encerramento do Paulista está marcado para o dia 17 de abril, pouco antes do começo do Brasileiro. "Aposto num campeonato equilibrado", opina Del Nero, que lamenta não poder ver seu torneio realizado em dois turnos por falta de datas. O dirigente acha, no entanto, difícil que os times do interior consigam surpreender, embora tenham se reforçado para, pelo menos, brigar contra o rebaixamento, que conduzirá quatro clubes para a Série A2 do próximo ano. "A Lei Pelé prejudicou muito os clubes do interior", afirma o presidente da FPF. "Os empresários tiram os jogadores desses clubes, assim fica difícil. O que podemos fazer para ajudá-los é lutar para mudar a legislação."A graça do campeonato será mesmo dada pelos mais poderosos do Estado, que devem travar duelos emocionantes. É verdade que a prioridade de Santos, São Paulo e Palmeiras é a Libertadores e que o Corinthians está mais preocupado com o Brasileiro, mas o torcedor não quer saber se a disputa é internacional ou estadual. E vai cobrar, como ocorreu no ano passado, quando todos os chamados grandes fracassaram e tiveram problemas para juntar os cacos para o restante da temporada.Na primeira rodada, nesta quarta-feira, destaque para o confronto entre Palmeiras, com alguns reservas, e Inter de Limeira, às 15h30, em Limeira, e para Corinthians, ainda sem suas estrelas, e Mogi Mirim, no Pacaembu. Na quinta, o São Paulo estréia contra o Ituano e o Santos recebe a Portuguesa.

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