Paulo Amaral: "Citadini é ridículo"

A relação entre Corinthians e São Paulo está abalada. A língua afiada do vice-presidente de Futebol corintiano, Antonio Roque Citadini, provocou grande revolta entre os são-paulinos, que, hoje, não perderam a oportunidade de dar o troco. "Ele fala um monte de bobagens porque gosta de estar sempre na mídia e de ser ridicularizado", rebateu o presidente Paulo Amaral. "É uma figura ridícula e polêmica." Na quinta-feira, Citadini deu declarações polêmicas. Afirmou que Dida é melhor que Rogério Ceni e, por isso, merecia ter sido chamado para a seleção brasileira em seu lugar. Ironizou a convocação do também são-paulino Belletti e comentou que a imprensa sempre fez muito lobby em favor do São Paulo. "Se o Romário jogasse no São Paulo, estaria convocado", comentou. "O lobby para o São Paulo é feito desde os tempos do Canhoteiro quando se dizia que ele era melhor que o Zagallo. Mentira." Segundo a diretoria tricolor, Citadini perdeu mais uma oportunidade de ficar de boca fechada. Há cerca de um ano, fez críticas pesadas ao Estádio do Morumbi. "É um elefante branco, ultrapassado." E, já naquela ocasião, aguçou a ira dos rivais. Daquela vez, foi perdoado. Os são-paulinos consideraram sua atitude infantil, infeliz e deixaram para trás o ocorrido. Agora, porém, a situação é bem diferente. "Nunca mais participo de uma reunião em que ele estiver presente, nunca vou sentar na mesma mesa que ele", esbravejou Amaral, sem disfarçar a irritação. "A partir de agora, só converso com o (presidente Alberto) Dualib." Amaral não quis rebater as críticas com acusações ao Corinthians. Fez questão de dizer que respeita o clube e sua diretoria, mas que não quer mais saber de papo com Citadini. As relações estão definitivamente cortadas. Além da diretoria, diversos conselheiros do São Paulo não suportam o vice-presidente corintiano. Consideram-no arrogante e falastrão. Mesmo estando há pouco tempo no futebol, menos de dois anos, o dirigente já fez alguns inimigos, como o meia Marcelinho Carioca e o atacante Luizão. A maior rixa é com o atual técnico do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo. Citadini foi o principal defensor de sua demissão do Parque São Jorge. O treinador deixou o clube revoltado com o cartola, que, até hoje, não perde uma chance de cutucá-lo. "O Vanderlei criava um caso por dia no Corinthians."

Agencia Estado,

01 Março 2002 | 21h22

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