José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Paulo André vê time 'na briga', mas critica campanha do Corinthians

Zagueiro reconhece que a equipe está longe da disputa pelo título, embora ainda acredite na taça da competição

FÁBIO HECICO, Agência Estado

09 de setembro de 2013 | 12h05

SÃO PAULO - O zagueiro Paulo André admitiu nesta segunda-feira, em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, que o Corinthians fechou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro de forma decepcionante. O jogador reconheceu que o time hoje está longe da disputa pelo título, embora ainda acredite que é possível lutar pela taça da competição.

"Terminar o primeiro turno a dez pontos do líder e a quatro do G-4 é uma campanha abaixo do esperado, aquém do que a gente imaginava", disse o defensor, um dia depois de participar do confronto no qual o time corintiano ficou em um decepcionante empate por 0 a 0 com o Náutico, no Pacaembu.

"Para ser campeão tem que fazer ao menos 66% de aproveitamento, e a gente não fez (hoje tem 52,6%), mas ainda estamos em quinto lugar e estamos na briga. Temos de melhorar. Precisamos fazer 40 pontos no segundo turno para garantir o G-4 e depois quem sabe brigar pelo título", projetou.

Já ao analisar a campanha corintiana, Paulo André apontou razões para o Corinthians ter encerrado o primeiro turno com 30 pontos em 19 jogos. "Não é desculpa, mas antes da parada (para a disputa da Copa das Confederações) o nosso time estava muito desgastado por causa do Paulista e da Libertadores, fez poucos pontos e tropeçou em casa. Não conseguimos produzir o esperado. Defensivamente fomos bem, mas na parte ofensiva foi abaixo. Temos de criar alternativas. Mudar a movimentação, as saídas de bola, sermos mais ousados no mano a mano... A opinião do grupo todo é que não estamos satisfeitos. Estamos nos cobrando e esperamos melhorar", enfatizou.

Paulo André também fez questão de lembrar que não foi apenas os atacantes que ficaram devendo neste primeiro turno. "Não foi só o ataque, tem também a criação, e não estamos direcionando a culpa só para Danilo e Douglas. Os times estão marcando muito bem os laterais e os volantes, e a bola acaba sobrando para mim e para o Gil atrás, para começarmos a armar as jogadas. Precisamos melhorar o passe atrás também. Claro que o ataque precisa de uma movimentação maior, às vezes apelar para o improviso, mas claro que só jogando é complicado isso melhorar", completou o zagueiro, se referindo ao fato de que o calendário apertado não dá a Tite a chance de comandar muitos treinamentos entre uma partida e outra.

O zagueiro também reconheceu que as ausências de Alexandre Pato e Guerrero pesaram no jogo contra o Náutico, fato que obrigou o próprio defensor a atuar como atacante na reta final do duelo. "Tive uma chance no chão e um cabeceio, mas não consegui fazer o gol. O Pato e o Guerrero são os nossos diferenciais, sem eles é complicado. Você viu o gol do Pato na seleção (contra a Austrália)? Gol de centroavante, ele nos fez uma falta tremenda", destacou.

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