Paulo Autuori prevê clima hostil para segunda semifinal

'Eu espero que não aconteça, acho que isso não é o certo', diz técnico gremista, sobre confusão por racismo

AE, Agência Estado

25 de junho de 2009 | 09h22

O técnico Paulo Autuori, do Grêmio, afirmou na madrugada desta quinta-feira que o Cruzeiro deve encontrar um ambiente hostil em Porto Alegre, no dia 2 de julho, pelo segundo jogo da semifinal da Libertadores.

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Após a vitória dos mineiros por 3 a 1, em casa, o ônibus do Grêmio foi impedido de deixar o Mineirão para que o atacante Maxi López fosse à delegacia do estádio responder por acusações de racismo, feitas pelo cruzeirense Elicarlos - o jogador afirmou que foi chamado de ''macaco'' pelo argentino.

Questionado sobre as chances de haver hostilidade contra a delegação do Cruzeiro na capital gaúcha, Autuori previu o pior. "Eu espero que não aconteça, acho que isso não é o certo. Agora, os responsáveis por isso devem estar preocupados. Porque infelizmente isso vai acontecer", disse o treinador.

Autuori tentou minimizar a suposta atitude de Maxi López, e recorreu ao caso mais famoso de racismo no futebol brasileiro: em 2005, o também argentino Leandro Desábato, então no Quilmes, recebeu ordem de prisão ainda no gramado do Morumbi por ofender o atacante Grafite, do São Paulo.

"Nós já vimos esse filme. Já vimos esse filme em São Paulo e não deu em nada. Muita gente apareceu, acabou tudo como acaba no Brasil, porque não é nada, é apenas um jogo de futebol. Acho que nós temos que preocupar com coisas muito mais sérias, nosso país precisa ser mais sério nas coisas", afirmou o treinador.

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