Paulo Bayer: mala branca seria bem-vinda

O lateral-direito e capitão do Goiás, Paulo Baier, garantiu hoje à tarde, após treino da equipe, em Goiânia, que não houve qualquer tipo de acerto entre o Internacional e os atletas goianos para que vencessem a partida de domingo contra o líder do Campeonato Brasileiro, o Corinthians. Porém, afirmou que não veria problema nenhum em conversar com representantes de outro time. "Se eles quiserem propor algo, que problema tem? Eu escuto numa boa", admitiu, e reforçou em seguida: "Incentivo para vencer partida não tem mal algum, ora." O jogador, um dos destaques da equipe na competição, deve deixar o clube dia 31 de dezembro, quando vence seu contrato. "Ainda não acertei minha vida. Segunda-feira converso com o pessoal aqui do Goiás, se eles aceitarem o que eu peço, fico aqui mesmo, por que não?" O lateral contou ainda que, além do Palmeiras, com o qual deixou claro não ter um pré-contrato, tem proposta do Kashima Antlers. "Mas só vou pensar nisso depois do jogo com o Corinthians. Aí sim vou ver quem tem mais a oferecer", desconversou. O goleiro Harlei negou hoje que tenha participado do grupo que teria viajado para Minas Gerais em 2003 para receber dinheiro do Cruzeiro - os mineiros teriam dado a mala preta para o Goiás vencer o Santos, adversário direto pelo título do Brasileiro daquele ano. "Se houve essa oferta, eu não cheguei a ficar sabendo", garantiu o goleiro. Hoje à tarde, o diretor de Futebol do clube, Pedro Goulart, se reuniu com os atletas e determinou que o assunto mala preta está proibido. "Vamos pensar no jogo do Corinthians somente", justificou o dirigente.

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