Paulo Garcia lança candidatura à presidência do Corinthians

'Quero encerrar os rumores e confirmar que sou candidato', afirmou Garcia para 153 conselheiros presentes

Fábio Hecico, Estadão

05 de outubro de 2007 | 22h59

Paulo Garcia resolveu lançar oficialmente sua candidatura à presidência do Corinthians. O anúncio aconteceu na noite desta sexta-feira, em uma churrascaria da Zona Leste. Apenas o nome do vice-presidente da chapa não foi anunciado. Sairá apenas na segunda-feira - Waldemar Pires reluta em aceitar o convite. Osmar Stabile, da Ação Corintiana pode ser o escolhido, desde que aceite.  "Quero encerrar os rumores e confirmar que sou candidato", afirmou Garcia, para 153 conselheiros que o aplaudiram muito. "Sempre quis o nome de consenso, aceitei apoiar o nome do Waldemar Pires, mas infelizmente isto não se confirmou." Garcia tem grande apoio de nomes fortes no Parque São Jorge, como Rubens Approbato Machado, presidente do STJD, Antônio Roque Citadini, presidente do Cori, e Alexandre Husni, vice do Conselho Deliberativo. O evento contou com a presença do presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero. Os aliados não pouparam críticas ao, até o momento, único rival na eleição da próxima terça-feira, Andrés Sanchez, que lançou seu nome um dia antes e não aceitou a candidatura única. "É incrível ver uma pessoa que fazia parte do lamaçal da parceria com a MSI, que não queria saber se o dinheiro era ilícito, dizer que vai mudar o clube", afirmou Approbato, bastante inflamado. Não citou, porém, o nome do oponente. "Todos haviam concordado com o consenso, mas lá estava o desertor, o candidato que lançou sua candidatura ontem [quinta]", disparou. "Queríamos que não houvesse intriga, para não nos enfraquecermos. Pedimos uma trégua de apenas um ano e depois meses, um mandato-tampão", disse.  "Os corintianos de verdade queriam isto, não era hora de exacerbar vaidades", completou Husni, que usou o filme 300 como exemplo, mostrando a resistência do povo de Sparta contra os bárbaros. Citadini se conteve um pouco mais, garantiu não estar disposto a assumir a vice-presidência, mas não confirmou se pode ser o homem forte do futebol. "Vamos com calma", pediu, antes de enaltecer Paulo Garcia. "Queremos uma pessoa como o Paulo, que tem uma história aqui dentro. É um representante que vai dar seriedade para uma gestão. Hoje estamos no atoleiro", disse. Ivaney Caíres de Souza, ex-vice de finanças, Zezinho Mansour, ex-diretor de futebol, o economista Eduardo Rocha Azevedo e Miguel Marques da Silva, desembargador, também manifestaram apoio. Pelas contas preliminares, Paulo Garcia teria entre 170 e 180 votos.

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