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Por compra de votos, Paulo Garcia tem candidatura à presidência impugnada no Corinthians

Empresário é acusado de pagar para sócios inadimplentes no clube. Com a decisão disputa presidencial passa a ter quatro candidatos

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

29 Janeiro 2018 | 17h20

O empresário Paulo Garcia teve sua candidatura à presidência do Corinthians impugnada nesta segunda-feira, pelo presidente do Conselho Deliberativo do clube, Guilherme Strenger. Com a decisão, o pleito que ocorre no próximo sábado terá apenas quatro candidatos, que são eles: Andrés Sanchez, Antônio Roque Citadini, Felipe Ezabella e Romeu Tuma Júnior. Garcia é acusado de compra de votos e pode recorrer da decisão.

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Strenger, que confirmou a impugnação ao Estado, seguiu o que a comissão eleitoral do clube sugeriu no último sábado. O órgão já havia pedido a punição ao empresário, mas ainda faltava o aval do presidente do Conselho para que a candidatura do empresário e um dos donos da Kalunga fosse suspensa.

Garcia é acusado de pagar para sócios inadimplentes regularizarem suas situações e poderem votar na eleição para o clube. Segundo ofício assinado por Miguel Marques e Silva, presidente do conselho, Paulo Garcia cometeu uma "grave infração eleitoral por abuso do poder econômico, vulgarmente conhecida como compra de votos".

Em entrevista ao Estado, na sexta-feira, Garcia negou que tenha comprado votos, mas admite que pagou para sócios inadimplentes antes de anunciar sua candidatura. "Estão me acusando de compra de votos, mas na ocasião eu nem tinha lançado minha candidatura. Eu não era candidato. No final de semana em questão, na sexta-feira, dia 01 de dezembro a noite, a diretoria do Corinthians baixou um decreto para os associados inadimplentes regularizarem suas mensalidades (400,00 reais para sócios individual e 600,00 para sócios familiares). O Rachid (Antônio Rachid é conselheiro vitalício do clube) me informou de toda essa situação que estava acontencendo no clube e ele próprio entrou em contato com algumas chapinhas falando que eu pagaria os inadimplentes caso alguém quisesse. Foi citado que se um dia eu viesse a ser candidato ficaria a critério de cada um em votar em mim ou não”, disse o empresário.

Ele ainda afirmou que comunicou alguns concorrentes ao pleito do ato que havia feito. “No dia 02, sábado, chamei os candidatos Romeu Tuma e Roque Citadini e mostrei que estava pagando as mensalidades de alguns associados, em torno de 30, com o meu cartão e declarei no imposto de renda. Fui o primeiro a ir na Comissão Eleitoral e pedir a impugnação do direito de voto desses associados beneficiados por uma regra do clube. Não acho justo também com todos os outros sócios que pagaram suas mensalidades em dia. Porquê eu estou sendo acusado de compra de votos e os outros candidatos que fazem churrasco, festas, distribuição de camisetas, não são?”, completou.

 

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