Ricardo Saibun/Site Santos FC
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Paulo Henrique Ganso cobra valorização no Santos

Meia explicou que 'plano de carreira' proposto pela diretoria ficou esquecido no passado

AE, Agência Estado

11 de janeiro de 2011 | 15h45

Em fase final de recuperação da cirurgia no joelho esquerdo, o meia Paulo Henrique Ganso aproveitou entrevista coletiva nesta terça-feira para cobrar uma valorização do Santos. Ele explicou que o anunciado "plano de carreira" proposto pela diretoria santista ficou esquecido no passado e admitiu que está insatisfeito com seu salário atual - seria de R$ 130 mil.

Para segurar o atacante Neymar após a milionária oferta do Chelsea, o Santos elaborou em agosto um projeto que dava aumento salarial e ganhos em marketing para o jogador. Com o sucesso da iniciativa, a diretoria santista prometeu fazer o mesmo com Ganso. Num primeiro momento, porém, as negociações fracassaram. E, segundo o meia contou nesta terça-feira, nunca foram retomadas.

"Não houve mais conversas, o Santos não me procurou mais", revelou Ganso, que sofreu a grave contusão no final de agosto e deve ficar mais um mês sem jogar. "A conversa estava marcada para uma quinta, e minha contusão aconteceu numa quarta. Desde que aconteceu a contusão, houveram três conversas, mas não foi resolvido nada", lembrou o jovem jogador, de apenas 21 anos.

"Vai fazer cinco meses, e saber que você não foi valorizado pelo seu próprio clube por tudo o que você havia feito é complicado", explicou Ganso, cujo contrato com o Santos vai até 2015, com multa rescisória estipulada em 50 milhões de euros. "Quero ter um salário melhor. Jogar no Santos é excelente, só que poderia ficar melhor. Quero buscar uma valorização maior."

Apesar da mágoa, Ganso garantiu nesta terça-feira que não pensa em sair do Santos, mesmo diante do suposto interesse da Inter de Milão na sua contratação. "É até engraçado. Eu estou machucado, um time grande da Europa, o último campeão mundial, está interessado no meu futebol e o Santos praticamente não me valorizou", lamentou o jogador, que espera iniciativa da diretoria santista. "Lógico que a gente pode retomar as conversas, mas aí já será em outras proporções."

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