Hélvio Romero/AE - 11/3/2011
Hélvio Romero/AE - 11/3/2011

Paulo Henrique Ganso se cala sobre boato de acerto com Corinthians

Assustado, meio-campista viajou com o time do Santos para jogo no Paraguai

SANCHES FILHO, Agência Estado

12 de abril de 2011 | 18h42

SANTOS - Paulo Henrique Ganso imaginou que os dias de sofrimento e as suas incertezas ficariam no passado ao voltar a jogar pelo Santos, mas se enganou. Desde o seu retorno triunfal aos gramados, o meia se encontra no meio de um tiroteio. Todos os dias surgem ''novidades'' envolvendo o seu nome, seguidas de desmentidos de todas as partes interessadas.

A última foi sobre o suposto pré-acordo fechado com o Corinthians, sexta-feira passada, durante um encontro na empresa de marketing esportivo 9ine, de Ronaldo, com a participação do presidente Andrés Sanchez e de executivos da DIS, dona de 45% dos direitos econômicos do jogador.

A reunião com todos os citados foi confirmada, mas a transferência de Ganso para o time paulistano após a participação santista na Copa Libertadores é desmentida pelo staff do meio-campista, pelos dirigentes e, principalmente, pelo presidente corintiano. "Acredito na palavra do Andrés e sei que ele não se prestaria a esse tipo de papel", afirmou o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro na tarde desta terça-feira.

Há duas semanas, Ribeiro se reuniu com os presidentes dos demais grandes de São Paulo e obteve a promessa de que nenhum deles aceitaria o jogador se a DIS depositasse os cerca de R$ 60 milhões da multa para clubes brasileiros e precisasse de uma agremiação nacional para ficar com o um jogador por um curto período antes de negociá-lo com um dos gigantes europeus.

Na enxurrada de desmentidos desta terça, ficou faltando o mais importante, o do próprio Ganso, que se mantém no firme propósito de deixar o Santos dentro de pouco mais de dois meses, rumando para o futebol italiano, provavelmente como reforço do Milan.

Nesta terça-feira de manhã, na saída da delegação santista para embarcar para Assunção (PAR), Ganso foi o último a entrar no ônibus, com 40 minutos de atraso, arrastado por um segurança. Parecia assustado e não abriu a boca responder às inúmeras perguntas dos repórteres.

"Esse é mais um factoide deplorável que plantaram com finalidade política num ano eleitoral", acusou o preidente santista, identificando o ex-diretor de Futebol, Adilson Durante Filho, como autor do boato da transferência.

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