Paulo Nobre admite que fez empréstimo pessoal ao Palmeiras

Na festa de aniversário do clube, presidente fala sobre a quebra de um dos compromissos de campanha

DANIEL BATISTA, Agência Estado

27 de agosto de 2013 | 08h08

SÃO PAULO - O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, admitiu durante a festa de celebração dos 99 anos do clube, realizada na noite desta segunda-feira, que não conseguiu cumprir com uma promessa de campanha dada no início do ano. O dirigente havia dito que não iria emprestar dinheiro para a instituição, mas teve que mudar de ideia.

"Um dos meus compromissos de campanha era não colocar esforços próprios, mas infelizmente foi necessário para contornar a situação", disse o dirigente, que não quis revelar a quantia emprestada para o Palmeiras, mas assegurou que vai receber o valor antes do fim de seu mandato.

"Está sendo feito o planejamento para que eu receba absolutamente tudo antes de sair. O Palmeiras vai andar com as próprias pernas", assegurou o dirigente.

Nobre ainda reafirmou que sua intenção é evitar que o clube se torne dependente de algum dirigente, como já aconteceu no passado, e também com outros clubes brasileiros. "O Palmeiras não pode, em hipótese alguma, ser refém de algum dirigente. Tem que entrar e sair presidente e as pessoas nem perceberem."

A festa para celebrar os 99 anos do Palmeiras foi realizada em uma casa de eventos na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo, e contou com a presença de vários ex-jogadores, como Evair, e também de políticos. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o ministro do Esporte, Aldo Rebello, e o presidente da CBF, José Maria Marin, foram alguns que marcaram presença no local.

Como o atual elenco está concentrado para a partida contra o Atlético-PR, nesta quarta-feira, em Curitiba, pela Copa do Brasil, e treinará na manhã desta terça, apenas o zagueiro Henrique fez uma aparição rápida na festa entre os jogadores do time. O técnico Gilson Kleina também ficou apenas alguns minutos no local.

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