Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Paulo Nobre fala em arbitragem vergonhosa e fará DVD de protesto

Presidente palmeirense reclama de pênalti não marcado em Barrios

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

26 Novembro 2015 | 07h37

O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, resolveu vir a público para protestar contra a arbitragem de Luiz Flávio de Oliveira e Marcelo Aparecido de Souza, que não marcaram um pênalti em Lucas Barrios e expulsaram o lateral-direito Lucas. Segundo o dirigente, o clube vai protestar oficialmente, sem escândalos, mas deixa claro sua insatisfação com a arbitragem.

“Em três anos como presidente, acho que vocês já se acostumaram, vocês nunca me viram comentando arbitragem. Se você me pergunta, o Palmeiras foi vergonhosamente prejudicado. Futebol não é basquete, onde saem 100 pontos. Um gol pode fazer total diferença. No começo do segundo tempo, o Palmeiras teria um pênalti e o Santos um jogador a menos. O Santos mereceu a vitória, poderia até ter feito mais de um gol, mas futebol é assim. O Palmeiras poderia ter tido um pênalti. Não acredito em desonestidade. Acredito em falta de preparo e de experiência e critério”, disse o presidente.

Nobre ainda explicou que a ideia é fazer um protesto formal. “O Palmeiras não fica dando escândalo em público. Achamos mais efetivo fazer um DVD e mandar à Comissão de Arbitragem. O Palmeiras fez isso sempre que se sentiu prejudicado e não será diferente nesta partida", explicou.

O dirigente ainda se disse surpreso com a atuação de Luiz Flávio de Oliveira. “Não posso dizer que foi uma arbitragem caseira. Foi uma arbitragem de um árbitro experiente, por isso me assustou muito esse erro. Um pênalti e uma expulsão e o resultado seria completamente outro”, completou.

A entrevista coletiva do dirigente foi realizada em um apertado vestiário dos visitantes da Vila Belmiro. Visivelmente incomodado com a situação, Nobre se esquivou e evitou fazer críticas ao estádio santista.

“Eu prefiro que vocês comentem isso. Acho muito deselegante comentar qualquer coisa em relação à casa do adversário”, completou.

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