José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Paulo Nobre garante base do elenco da Série B para o centenário do Palmeiras

Presidente do Palmeiras assegura que a base será mantida, apenas com a contratação de reforços pontuais

Robson Morelli, Daniel Batista e Diogo Coelho, O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2013 | 14h06

SÃO PAULO - O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, esteve nos estúdios da TV Estadão nesta quarta-feira, em entrevista exclusiva sobre seis meses de sua administração à frente do clube. Sem rodeios, Paulo Nobre não se recusou a comentar nenhum assunto. Falou de contratações, do futuro da Arena Palestra, dos planos para o centenário do clube em 2014, da dívida financeiras, entre outros assuntos. Confira os principais trechos desta entrevista:

Estadão: Todo presidente tem duas preocupações. Formar um time e cuidar das finanças do clube. Como estão essas duas tarefas depois de seis meses no cargo?

Paulo Nobre: Eu estou atacando essas duas frentes. Não é segredo para ninguém os problemas que encontramos no Palmeiras. Estamos reestruturando as finanças no Palmeiras e cortando gastos. Não podemos esquecer nunca o carro-chefe do Palmeiras, que é o futebol profissional. Dentro das nossas possibilidades, montamos um time para a competição mais importante deste ano, que é a Série B. Não que não queríamos ganhar a Libertadores, longe disso, mas não dá para se planejar para uma competição como essa em 15 dias. O Palmeiras não se planejou para 2013. Estamos tentando fazer o melhor papel possível e estamos nos preparando para a Série B com trocas, empréstimos gratuitos. Agradecemos a todos os times que colaboraram conosco cedendo jogadores para disputarmos a competição.

Estadão: Dá para enxugar a estrutura financeira, aproveitar jogadores talentosos, honrar os pagamentos do clube ao mesmo tempo?

Paulo Nobre: O Palmeiras não tem condições financeiras para dar passos que outros clubes podem dar. O Palmeiras gastava mais do que arrecadava e por isso chegou na situação que chegou. Mas montar um time competitivo é super viável. Eu acredito muito no elenco do Palmeiras, confio muito nesse grupo. Algumas peças que eram desacreditadas pelo grande público hoje têm o respeito do torcedor.

Estadão: De todos os jogadores que chegaram nesta temporada, o que mais rápido caiu nas graças da torcida foi o Leandro, por ser artilheiro do time. O Leandro, assim como os outros jogadores do Grêmio, ficam para o centenário do Palmeiras?

Paulo Nobre: O acordo era vir cinco jogadores. Existe ainda a possibilidade de um quinto jogador, mas não quero trazer um jogador apenas por trazer. Quero trazer para compensar em alguma posição que esteja deficitária. Abriram possibilidades do Léo Gago e do Rondinelli ficarem mais um ano para compensar a contratação do quinto jogador gremista.

Estadão: Com relação ao programa sócio-torcedor "Avanti", muitos torcedores que não são de São Paulo reclamam que não há muitas vantagens. Há planos para melhorar o programa?

Paulo Nobre: Essa diretoria entende que o programa Avanti não pode ser apenas um facilitador para comprar ingressos em jogos difíceis. Temos de criar uma gama de vantagens que incentivem o consumidor a investir no clube.

Estadão: Com as novas arenas, há uma discussão do aumento de preços dos ingressos. No Maracanã, o preço mais barato é por volta de R$ 100. Foi assim no jogo Flamengo e Botafogo. Na Arena Palestra, a tendência será a mesma?

Paulo Nobre: Eu diria que esta é uma tendência. Eu digo que os preços devem ficar mais caros, só que o sócio-torcedor vai ter um desconto condizente, para que ele tenha um preço mais justo, uma vez que já contribui financeiramente com o clube. O programa Avanti existe para facilitar a vida do torcedor. Com isso, teremos renda substanciais para ajudar o Palmeiras e ter as vantagens que o sócio-torcedor merece.

Estadão: O Palmeiras contratará mais algum jogador neste ano? Como andam as negociações com o Luís Ricardo, da Portuguesa?

Paulo Nobre: Não existe nenhum jogador inegociável no Palmeiras. Da mesma maneira, o elenco não está fechado. Se tiver um ótimo jogador para entrar no elenco, nós iremos atrás. Eu não costumo comentar se estamos negociando com alguém, pois isso alimenta expectativas no torcedor, e a cobrança é muito grande caso ela não se concretize.

Estadão: Como é o relacionamento com os outros presidentes dos quatro grandes de São Paulo? Você absorve algo deles por serem mais experientes no cargo?

Paulo Nobre: Meu relacionamento com eles é pequeno. Mas eu observei muito as últimas gestões do Palmeiras para continuar o que estava dando certo e mudar o que está dando errado. Eu não tenho nenhum problema em copiar algo que esteja dando certo em outro clube de São Paulo.

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