Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Paulo Nobre justifica empréstimo em seu nome para Palmeiras

Dirigente consegue menores taxas de juros no mercado do que o clube

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

19 de janeiro de 2014 | 09h17

SÃO PAULO - Diante da dificuldade financeira do Palmeiras para conseguir pagar as contas e montar o time de 2014, o presidente Paulo Nobre resolveu mais uma vez usar seu nome e sua credibilidade no mercado para conseguir fundos ao clube. Enquanto busca patrocínios, ele pegou emprestado cerca de R$ 60 milhões usando seu nome como credor.

"Ao pegar dinheiro em meu nome, a taxa é a metade. Estou emprestando meu nome, repasso o dinheiro ao clube pelas condições que o mercado me permite. Tenho um bom nome no mercado e consigo empréstimos e taxas mais interessantes", explicou o dirigente, que acompanhou a vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o Linense, no Pacaembu, no último sábado, pela primeira rodada do Campeonato Paulista.

Nobre garantiu que só vai "recuperar" o dinheiro quando o clube conseguir se equilibrar melhor financeiramente. "Está tudo documentado, dentro dos critérios estabelecidos pelo estatuto do clube, com anuência do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) e assinatura dos vices. Quando o Palmeiras estiver melhores financeiramente, vai devolver o dinheiro ao mercado", assegurou.

O dirigente aproveitou para criticar o fato do futebol ter "má fama" no mercado, por pegar empréstimos e não pagar. De acordo com Nobre, isso atrapalha muito a gestão das finanças. "O mercado acaba precificando as pessoas com quem trabalha. Não é demérito do Palmeiras, mas é uma forma geral que é visto com cuidado. Os clubes não têm fama de serem bons pagadores e acabam pagando por isso", completou.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolPalmeirasPaulo Nobre

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.