JF Diorio/Estadão
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Nobre repete discurso e apoia clássicos com torcida única

Presidente do Palmeiras diz que Estado deve tomar outras ações

O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2016 | 09h44

Nesta terça-feira, dia seguinte à determinação do Ministério Público de São Paulo de que os clássicos no Estado serão disputados com torcida única até o final do ano, o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, se posicionou a favor da medida. 

Em vídeo gravado pela TV Palmeiras, o mandatário alviverde declarou que "toda e qualquer medida que venha no sentido de coibir a violência ligada ao futebol terá o apoio da Sociedade Esportiva Palmeiras". 

"Porém, não adianta se iludir achando que o simples fato de num clássico com torcida única a violência acabou. Isso porque esses vândalos travestidos de torcedor de futebol podem muito bem se agrupar para promover a selvageria, como aconteceu no domingo passado, mesmo não podendo ir ao estádio", ponderou Nobre. 

"É muito importante que o Estado seja municiado de recursos para efetiva coerção dessa violência. É muito importante leis mais duras, processos mais céleres para que esses bandidos tenham a certeza da punibilidade. Só quando se individualizar as penas e realmente punir aqueles que de fato sujam e denigrem a imagem do futebol é que as coisas vão começar a mudar", encerrou o diretor. 

Esta não é a primeira vez que o presidente palmeirense se manifesta a favor de clássicos com apenas torcida mandante. Às vésperas da inauguração do Allianz Parque, Paulo Nobre disse apoiar ação semelhante por questões econômicas e de segurança. 

"Defendo jogo de uma torcida apenas. Quando dão 5% para a torcida visitante em clássicos, vão os torcedores que são mais assíduos, mas que, eventualmente, acabam entrando em confusão. É um risco ao próprio torcedor e um gasto muito grande, inclusive, com a segurança", respondeu o mandatário em entrevista à TV Gazeta, em novembro de 2014. 

"Economicamente, é muito mais interessante. Quando você cede dois mil ingressos, perde muito mais que dois mil. Com torcida única, atendemos mais torcedores, ganhamos mais dinheiro e, de maneira indireta, evitamos que pessoas se machuquem ou acabem até morrendo", completou.

Paulo Nobre ainda repetiu esse posicionamento antes dos dérbis contra o Corinthians pelo Campeonato Paulista do ano passado, tanto na primeira fase, no estádio palmeirense, como na semifinal, em Itaquera. O diretor cortou relações com as organizadas do clube em 2014. 

No primeiro clássico da nova arena alviverde, a Federação Paulista de Futebol chegou a acatar recomendação do Ministério Público de que apenas torcedores mandantes fossem ao estádio. Porém, após protesto da torcida e de dirigentes do Corinthians, foi permitido que os visitantes alvinegros comparecessem ao local. A partida terminou em 1 a 0 para o time de Tite, com gol de Danilo. 

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