Paulo Nunes chora ao revelar ameaças

As lágrimas do atacante Paulo Nunes, durante a entrevista coletiva dada após o treino do Corinthians na tarde desta sexta-feira, refletem o drama do jogador. Ele recebeu quatro mensagens anônimas em seu telefone celular, nos quatro dias em que o Corinthians está concentrado em Extrema (MG), com ameaças de morte caso ele não deixe o clube.As mensagens são deixadas de madrugada. A primeira foi resgatada na manhã de terça-feira em seu quarto. Ele não relatou todo teor da conversa, mas lembrou-se da frase mais contundente: " (vo) ce vai morrê, mano". Mensagens de conteúdo semelhantes e com palavrões, emitidas por vozes diferentes, sucederam-se nas três noites seguintes. Ele admite que tem dormido mal. "Pretendo falar com a pessoa", disse, num momento, mas em outro argumentou não querer saber, quando então, ficou com a voz embargada e interrompeu a entrevista.Paulo Nunes já foi vítima de um seqüestro, de cerca de 35 minutos em 1999, quando atuava pelo Palmeiras e, no mesmo ano, também sofreu ameaça de três homens armados, que se diziam torcedores corintianos. O atacante disse que deixou o assunto a cargo de seu advogado. Ele e seus filhos sempre tiveram escolta. Visivelmente abatido, garante que pretende defender o Corinthias pelos menos até o final do ano quando termina seu contrato.O atacante participou de apenas 20 minutos do treino da manhã de hoje, alegando uma inflamação no dedo do pé.

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