Paulo Nunes e Rogério: a vez do rival

Do outro lado. É assim que Paulo Nunes e Rogério vão se sentir pela primeira vez no clássico deste domingo, às 16 horas, no Morumbi, entre Palmeiras e Corinthians. Como jogadores do time do Parque Antártica, os dois já participaram várias vezes deste duelo entre os tradicionais rivais. Mas agora reforçam o ex-inimigo. "É claro que será uma emoção diferente", disse o atacante Paulo Nunes, que, no Palmeiras, tinha prazer especial em vencer o Corinthians.Paulo Nunes foi um dos pivôs da briga entre os jogadores dos dois times na final do Paulista de 1999. Ele foi um dos que correram atrás de Edílson, no momento em que o atacante adversário fez "embaixada" com a bola para provocar os palmeirenses. Na seqüência da confusão, Edílson acertou um pontapé por trás em Paulo Nunes.A contratação do atacante, que estava no Grêmio, foi contestada por parte da torcida corintiana. O jogador teve até de pedir apoio para o presidente da Gaviões da Fiel, José Claudio de Almeida Morais, o Dentinho.Paulo Nunes já participou de dois jogos pelo Corinthians, mas ainda não venceu, muito menos fez gol: estreou na derrota para a Portuguesa Santista por 2 a 1, no fim de semana passado, em Santos, pelo Paulista, resultado que causou a queda do técnico Dario Pereyra; e na quinta-feira, no Pacaembu, por causa de uma contusão, atuou só 28 minutos no empate com o Fluminense por 1 a 1. O resultado eliminou o clube paulista da competição. "Eu sei muito bem a importância e a repercussão de uma vitória em um jogo como esse", disse o atacante, que, com o tornozelo direito machucado, estava ameaçado de ficar fora da partida. Paulo Nunes promete uma comemoração especial caso faça um gol. O atacante diz que não saiu magoado do Palmeiras. Ele fez parte de um plano de reformulação do clube.Ressentimento - A situação de Rogério é diferente. Ele deixou o Parque Antártica brigado com a diretoria. O jogador ganhou o passe na Justiça e, posteriormente, transferiu-se para o Corinthians. "Nada tenho contra o Palmeiras, muito menos com a sua torcida. Minha bronca mesmo foi com os dirigentes, que não reconheceram meu valor e me deixaram muito tempo sem contrato", ressaltou. "O jogo poderá ser uma experiência inédita, mas considero uma partida normal do nível de um Palmeiras e Corinthians", afirmou Rogério, que voltou a trabalhar com Wanderley Luxemburgo, técnico responsável pela sua ascensão no Alviverde.

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