Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Paulo Wanderley confirma favoritismo e é reeleito presidente do COB

Atual mandatário da entidade teve 26 votos, número que garantiu a vitória ainda no primeiro turno

Felipe Rosa Mendes e Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2020 | 13h04
Atualizado 07 de outubro de 2020 | 13h27

Com 26 votos, o atual presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Paulo Wanderley Teixeira, foi reeleito para o próximo quadriênio à frente da entidade. Ele venceu em primeiro turno com apenas um voto além do necessário. Rafael Westrupp recebeu 20 votos e ficou em segundo. Hélio Meirelles, com dois votos, terminou a disputa em terceiro lugar.

Foi a primeira vez em quatro décadas que a eleição para presidência do comitê contou com mais de dois candidatos - a última foi em 1979. Paulo Wanderley Teixeira, que assumiu após a renúncia e prisão de Carlos Arthur Nuzman, em 2017, buscava a reeleição. Ele teve a concorrência de Rafael Westrupp, presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), e Hélio Meirelles, que dirige a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno desde 2002.

    Tentando se aproximar dos atletas, as chapas encabeçadas por Westrupp e Meirelles contavam com ex-esportistas como candidatos a vice. O primeiro tinha Emanuel Rego, ex-jogador do vôlei de praia, como vice. Meirelles, por sua vez, concorria com Robson Caetano, dono de duas medalhas olímpicas.

    A chapa de Wanderley sempre fora apontada como favorita, mas nos últimos dias Westrupp vinha aumentando seu apoio entre diversas confederações. Ele já tinha apoio de entidades de peso, como a CBF, a CBV e a confederação de basquete. Nesta quarta, acabou recebendo votos de entidades que estavam formalmente alinhadas com Hélio Meirelles.

    O dirigente do Pentatlo recebeu apenas dois votos, mas alegava ter o apoio oficial de cinco confederações (levantamento de peso, remo, tiro esportivo, tênis de mesa e, claro, pentatlo moderno).

    Tinham direito a voto nesta quarta os 35 representantes de confederações olímpicas, os 12 integrantes da Comissão de Atletas do COB e os dois membros brasileiros do Comitê Olímpico Internacional (COI): Andrew Parsons, atual presidente do Comitê Paralímpico Internacional, e Bernard Razman, ex-jogador da seleção de vôlei. Houve apenas uma ausência entre os votantes. Em crise interna, a Confederação Brasileira de Handebol não enviou representante para a eleição dsta quarta.

    Paulo Wanderley somou 26 votos na primeira rodada - um a mais do que os 25 exigidos - e foi reconduzido ao cargo logo no primeiro turno da votação. Ele terá Marco Antonio La Porta novamente como vice.

    Aos 70 anos, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Judô estará à frente do COB nas duas próximas edições da Olimpíada de verão - em Tóquio, no próximo ano, e em Paris-2024 -, com um orçamento previsto de R$ 1,2 bilhão para o novo ciclo olímpico, somente contando com recursos das loterias federais.

    Em sua nova gestão, Paulo Wanderley terá entre seus desafios buscar um patrocinador master para o COB, dar maior voz aos atletas, ampliar a transparência da entidade e reduzir a dependências das demais confederações, principalmente quanto à questão financeira.

    CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

    (entre parênteses está o nome da confederação que presidem)

    • José Luiz Vasconcellos (Ciclismo) - 37 votos
    • Karl Anders Ivar Pettersson (Desportos na Neve) 35
    • Matheus Figueiredo (Desportos no Gelo) 31
    • Raphael Nishimura (Escalada Esportiva) 30
    • Alberto Cavalcanti Maciel Júnior (Taekwondo) 28
    • Silvio Acácio Borges (Judô) 27
    • Ernesto Teixeira Pitanga (Triatlo) 24

    MEMBRO INDEPENDENTE

    • Ricardo Leyser Gonçalves - 20 votos

     

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    Comentários

    Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

    Tendências:

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.