Paysandu e Corinthians empatam em Belém

Quando Geninho e os jogadores do Corinthians falam das dificuldades de jogar em Belém, por causa do calor e umidade, estão certos. Mas daí restringir a análise do empate neste domingo por 2 a 2 com o Paysandu às condições climáticas adversas da cidade é, no mínimo, superficial. Exceção às atuações do lateral-direito Rogério, autor dos dois gols corintianos, e do goleiro Rubinho, responsável por evitar, pelo menos, outros dois, os demais tiveram desempenho que variou de médio a medíocre. No primeiro grupo estão o volante Fabrício e o meia Robert. No segundo, os zagueiros e, para variar, os atacantes.Se nas últimas semanas o treinador tem estudado, sem sucesso (pelo menos por enquanto) alternativas para o péssimo momento dos atletas de frente, como Gil (desmotivado), Liedson (desconcentrado) e Jamelli (fora de ritmo), viu seu problema ficar ainda mais grave. Tão mal quanto o ataque mostrou-se a defesa neste domingo. Não fossem as boas defesas de Rubinho e a falta de precisão nas finalizações dos paraenses, a equipe do Parque São Jorge não teria chegado aos 37 pontos e se mantido na nona posição do Campeonato Brasileiro.Quem não tem cão... - A cada jogo o ataque corintiano prova que seus bons momentos (como na vitória sobre o Atlético-MG) são exceção à regra. Em Belém, Liedson manteve o jejum e chegou à oitava partida sem marcar. Jamelli tentou, mas encontra-se visivelmente sem ritmo e entrosamento. Gil, por sua vez, só não decepcionou porque estava suspenso. A alternativa foi Rogério fazer as vezes de artilheiro. Marcou de pênalti aos 44 do 1º tempo e com um bom chute aos 39 do 2º. Para o Paysandu marcaram Aldrovani, aos 19 do 1º, e Júnior Amorim aos 36 do 2º.

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