Paysandu e Remo em clima de guerra no Pará

O torcedor paraense respira futebol o ano inteiro e causa inveja em todo o País por sua presença maciça nos estádios da capital. A razão de tanto fanatismo tem nomes: Paysandu e Remo. Esses dois times são tão ligados aos costumes e tradições do Pará como o Círio de Nazaré, o pato no tucupi ou a chuva que cai em Belém depois das duas da tarde, seja no verão ou no inverno.Domingo, 25, os dois rivais se enfrentam, abrindo o campeonato paraense, no Mangueirão. E a guerra de provocações entre os apaixonados torcedores já ganhou as ruas, bares e escritórios do Pará. A previsão é de 50 mil torcedores no estádio, uma raridade em qualquer lugar do Brasil em começo de temporada.Atrações dos dois lados haverá de sobra. O Paysandu vendeu suas principais estrelas após se manter na elite do futebol nacional, mas contratou 21 jogadores de diversos estados, como o zagueiro Júlio Santos, do São Paulo, e os atacantes Maurílio, do Paraná, e Selmir, do Figueirense, além do meia Arinelson, ex-Santos e Fluminense.Com pouco dinheiro para investir na renovação de seu plantel, o Remo contratou 11 jogadores, dentre estes os volantes Fernando César, ex-Sport Recife, e Gilmar Silva, ex-Coritiba, assim como os atacantes Júnior Amorim, ex-Paysandu, e Júnior Ferrim, ex-Náutico.No total, com uma folha salarial em torno de R$ 300 mil, os dois rivais trouxeram para Belém 33 jogadores. Desconfiados da qualidade técnica da maioria desses jogadores, as torcidas literalmente pagarão para ver, no domingo, se valeu a pena tanto investimento.De uma coisa, no Pará, ninguém duvida: jogo entre Paysandu e Remo é para consagrar ou demitir, seja o técnico ou jogador. A pressão da torcida é semelhante a uma onda da pororoca arrebentando nas margens de um rio amazônico.

Agencia Estado,

20 de janeiro de 2004 | 17h54

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