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Paysandu não perde pontos, diz advogado

O diretor do departamento jurídico do Paysandu, Alberto Maia, afirmou nesta sexta-feira que o clube não perderá os pontos da partida contra o Corinthians por supostas irregularidades na inscrição dos atacantes Aldrovani e Júnior Amorim. "Nós estamos tomando todas as medidas legais cabíveis para que o Paysandu não seja prejudicado e nem penalizado", garantiu Maia. Para ele, os dois jogadores atuaram de forma legal e isso será "provado" no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD)."O clube paraense está ameaçado de perder os pontos da partida, porque seu presidente, José Arthur Tourinho, colocou sua assinatura nos contratos de Aldrovani e Júnior Amorim quando estava cumprindo suspensão de 120 dias imposta pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paraense de Futebol por ofensas de Tourinho contra o presidente da FPF, Antonio Carlos Nunes. A decisão foi mantida pelo STJD, que indeferiu recurso do Paysandu."Inconformado, Tourinho resolveu apelar para a Justiça Comum, obtendo liminar da 15ª Vara Cível de Belém, que suspendeu a punição aplicada contra ele. Ao tomar conhecimento da liminar, o presidente do STJD, Luiz Zveiter, ameaçou excluir o clube do Campeonato Brasileiro, suspender suas atividades e denunciá-lo à Fifa. O estatuto da CBF pune com exclusão e suspensão o clube que, perdendo qualquer questão na Justiça Desportiva, decide recorrer à Justiça Comum. "Estamos preparados para brigar por nossos direitos e a nossa torcida pode ficar tranquila que iremos vencer", promete Maia."O advogado do Paysandu disse que o STJD não publicou a decisão que suspendia Arthur Tourinho no Diário de Justiça da União, como está previsto no Estatuto do Torcedor. Como isso não aconteceu, a suspensão imposta ao cartola não tem validade jurídica. Zveiter, porém, informou que a decisão foi publicada no Diário Oficial do Rio de Janeiro."Sobre o fato de Tourinho ter assinado o contrato dos dois jogadores e também do lateral Borges Neto antes mesmo de receber a liminar da Justiça comum, Maia explicou que o presidente do clube fez isso "porque entendeu que não haveria nenhum problema".Nesta sexta-feira, Maia encaminhou ao STJD a liminar concedida a Tourinho pela justiça do Pará. "Por questão estratégica não havíamos mandado o ofício ainda". O STJD deve se pronunciar sobre o documento em cinco dias.

Agencia Estado,

22 de agosto de 2003 | 17h52

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