Paysandu vence e está na Libertadores

Pelo menos 50% do Pará está em festa. Em tarde inspirada do atacante Vandick, autor de três gols, o Paysandu bateu o Cruzeiro por 4 a 3 (3 a 0 nos pênaltis) e sagrou-se campeão da Copa dos Campeões, neste domingo, no Estádio Castelão, em Fortaleza. Como prêmio, além dos R$ 200 mil prometidos pela diretoria, o clube paraense garantiu vaga na Taça Libertadores da América de 2003. A primeira impressão era de que o Cruzeiro confirmaria o título sem dificuldades. Além de jogar pelo empate, vantagem conquistada com a vitória por 2 a 1 no jogo de ida, a equipe comandada por Marco Aurélio começou a partida impondo seu ritmo. E não demorou muito para o resultado aparecer. Logo aos 9 minutos, Fábio Jr. abriu o placar. Joãozinho foi lançado pela esquerda, chutou forte e o goleiro Marcão espalmou. O rebote ficou com o atacante cruzeirense, que só tocou para as redes. Os mineiros ainda comemoravam quando o Paysandu empatou. Aos 11, o goleiro Jefferson defendeu cabeçada, mas errou ao desviar a bola para o meio da área. Bem posicionado, Vandick marcou. E a história do atacante paraense estava só começando. Dez minutos depois, o lateral-esquerdo Luís Fernando cruzou e Vandick desviou fraco de cabeça. Porém, contou com a falha de Jefferson, que não conseguiu segurar a bola. A virada da equipe de Belém deixou o jogo aberto. Enquanto o Cruzeiro, abalado, partia desesperado para frente, o Paysandu recuava e explorava os contra-ataques. Foi preciso mais uma boa jogada de Joãozinho para que o Cruzeiro conseguisse o empate. Aos 39, o lateral driblou o zagueiro adversário e cruzou. Fábio Jr. furou e a bola sobrou para o zagueiro Cris que, do meio da área, acertou um forte chute. Contudo, lá estava ele. Vandick, aos 41, mais uma vez de cabeça deixou o time de Givanildo Oliveira na frente. Embora mais desgastadas, as duas equipes mantiveram a disposição ofensiva. A exemplo do primeiro tempo, foram precisos poucos minutos para Fábio Jr. marcar. Aos 6, Jussiê chutou forte da entrada da área. Marcão não segurou e o atacante não teve trabalho para empatar. Aos 11, mais um momento de infelicidade do goleiro mineiro. A bola foi cruzada na área, Gino desviou e tirou Jefferson, que havia saído mal na bola, da jogada. Bom para Jóbson, que cabeceou para o gol vazio. Com o resultado, a decisão foi para a cobrança de penalidades. Com um aproveitamento medíocre, o Cruzeiro errou suas três cobranças. Já os paraenses marcaram e ficaram com a taça.

Agencia Estado,

04 Agosto 2002 | 18h12

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