Paysandu vence o Palmeiras de virada

Empurrado por sua fanática torcida, o Paysandu ganhou do Palmeiras por 3 a 1, de virada, neste domingo, no estádio Mangueirão, em Belém. Com a vitória, a equipe paraense garantiu vaga na final da Copa dos Campeões, quando irá enfrentar o Cruzeiro quarta-feira e domingo, em busca da classificação para a Libertadores de 2003. Cabisbaixos ao final da partida, os jogadores do time paulista reconheceram a superioridade do adversário. "Infelizmente não soubemos segurar o time deles, resumiu o lateral Arce. A decantada pressão que a torcida do Paysandu poderia exercer sobre os jogadores do Palmeiras durou apenas dez minutos no primeiro tempo. Um lance de genialidade jogou por terra a planificação tática do treinador da equipe paraense Givalnildo, que pretendia vencer o jogo apostando na velocidade. Aos 11 minutos, o atacante Nenê recebeu a bola na esquerda, driblou dois adversários e concluiu no ângulo de Marcão, marcando seu segundo gol na Copa dos Campeões. Com a vantagem no placar, o treinador Vanderlei Luxemburgo colocou em prática o que treinou insistentemente durante a semana. Ordenou que seus jogadores não dessem mais do que dois toques na bola. Como Nenê, Lopes e Muñoz continuavam marcando a saída de bola, o Paysandu tinha dificuldades para entrar na área adversária. As melhores chances do time da casa na primeira etapa acabaram saindo a partir de jogadas realizadas pelos laterais Marcos e Luis Fernando.Na metade do primeiro tempo, o Palmeiras perdeu Leonardo, contundido. Magrão entrou em seu lugar, e Luxemburgo foi obrigado a recolocar Arce na lateral direita, perdendo o homem de ligação entre o meio-campo e o ataque e abrindo mão da marcação homem a homem que havia determinado. A alteração mudou o panorama da partida. A partir dos 25 minutos o Paysandu começou a trocar passes na frente da área de Marcos. Mas seus jogadores insistiam em entrar praticamente dentro da pequena área para concluir, para desespero de Givanildo. Embora tenha administrado a pressão até com certa tranquilidade, o Palmeiras só voltou a ameaçar em jogadas de contra-ataque. Aos 32 minutos, a equipe levou perigo pela última vez no primeiro tempo em jogada de Muñoz, que Lopes concluiu com perigo à direita de Marcão. Seguiu-se uma série de gols perdidos pelo Paysandu. Aos 42 minutos, com um leve toque Marcos evitou o gol de Jajá. Dois minutos depois, Vandick, sem marcação, cabeceou à direita do gol. Ao descer para o intervalo, Givanildo reclamou da marcação de sua equipe. "Eu avisei que a jogada forte do Palmeiras era pelo lado esquerdo, com o Nenê". O Paysandu voltou para o segundo tempo como terminou o primeiro. Seguia explorando as jogadas de bola cruzada sobre a área, especialmente nas costas do lateral-esquerdo Diego. Desta forma nasceu o gol de empate aos 3 minutos. Após receber de Jóbson, o melhor jogador da partida, Marcos cruzou e Vandick cabeceou, quebrando uma invencibilidade de quase 400 minutos do goleiro Marcos. O Palmeiras não acusou o golpe. Quatro minutos depois, teve a chance de desempatar, mas Muñoz desperdiçou cara a cara com Marcão. Sem opções de jogadas, Luxemburgo tirou Célio para a colocação de Juninho. Mas o time paraense seguia insistindo pela direita com perigo. Em jogadas de bola parada, criou as melhores chances da etapa final. Aos 12 minutos, Gino foi travado no momento da conclusão. Mas 11 minutos depois a pressão resultou no gol de desempate. Luis Fernando cobrou uma falta da direita e Trindade desviou de cabeça. Desesperado, Luxemburgo retirou Diego e colocou Itamar em campo. O Palmeiras passou a jogar com quatro atacantes, mas teve apenas duas chances, com Magrão e Nenê aos 33 e 38 minutos. Nos descontos, Albertinho, que havia acabado em lugar de Vandick, sacramentou a classificação marcando o terceiro gol após receber um passe de Jajá. "Mostramos que o Paysandu não é azarão. É um time de qualidade", afirmou o zagueiro Gino.

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