Paz prevalece no clássico paulista

Os torcedores de Corinthians e Santos fizeram com que o Campeonato Paulista revivesse velhos tempos: estádio do Morumbi cheio, mas sem registros de grandes tumultos ou brigas. Nas arquibancadas, a rivalidade ficou restrita aos gritos de guerra das duas torcidas e às provocações sutis.Na área que circunda o Morumbi, o controle da Polícia Militar era intenso. Antes do jogo começar, no entanto, os santistas aproveitaram a única oportunidade de provocar o adversário. Ao ver do alto das arquibancadas os corintianos que estavam aglomerados fora do estádio, não perderam a oportunidade e promoveram uma "troca de gentilezas". Mas a alegria terminou logo, com a chegada da polícia.Com torcidas sob controle, a maior ameaça para quem acompanhou o clássico foram os assaltantes que agem nas ruas próximas ao estádio. Algumas pessoas chegaram feridas ao ambulatório do estádio, mas sem gravidade. "O número de ocorrências foi menor do que o esperado", disse o coordenador da Polícia Militar no Morumbi, major Marcos Marinho.A aparente paz, no entanto, não impediu provocações bem humoradas como a do gráfico santista Paulo Rubens. Sob o braço, um kit com roupas de bebê com o símbolo do seu time. "É para o meu afilhado Artur", conta. Mas o gráfico não espera boa receptividade dos pais do garoto, corintianos.Entre os torcedores do Alvinegro, a confiança de vitória era grande antes da partida. "Acho que vai ser 4 a 1 para o Corinthians", previa o estofador Marcos Paulo Cabral, que, ao lado do amigo Marcelo Tifa, exibia um "discreto" chapelão tipo mexicano de espuma.

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