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Ivan Storti/Divulgação
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Pedida salarial de R$ 2 milhões faz Palmeiras pensar em alternativas a Sampaoli

Exigência do argentino em pedir valor elevado e trazer cinco auxiliares deixa clube alviverde cauteloso

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2019 | 16h33

O técnico Jorge Sampaoli só vai assumir o comando do Palmeiras se aceitar reduzir a pedida salarial. O clube sinalizou na negociação que não tem como arcar com a exigência inicial de R$ 2 milhões mensais para pagar os vencimentos do argentino e de mais outros cinco auxiliares. Inclusive, a diretoria já começou a se precaver e avaliar possíveis nomes alternativos caso não consiga um acordo.

As conversas entre as duas partes vão continuar nos próximos dias. Sampaoli vai passar férias no Rio de Janeiro, onde vai encontrar com alguns dirigentes do Palmeiras. O clube ainda trata o argentino como prioridade e vice-versa. O Racing, da Argentina, chegou a enviar ao Brasil um representante ao Brasil para negociar com o treinador, mas desistiu da contratação justamente pela pedida salarial ser muito elevada.

O valor pedido por Sampaoli para os salários dele e dos auxiliares é bem acima do que foi pago anteriormente para os últimos treinadores do Palmeiras. O Estado apurou que a comissão de Mano Menezes custava por mês cerca de R$ 900 mil. O grupo era composto pelo treinador, o assistente Sidnei Lobo e o preparador físico Dudu. A equipe trabalho de Luiz Felipe Scolari recebia R$ 1,3 milhão. Faziam parte do pacote os auxiliares Paulo Turra e Carlos Pracidelli.

Os dois últimos técnicos do Palmeiras tinham uma multa rescisória simples, com o pagamento de um salário extra. O clube vai querer alinhar o mesmo acordo com o Sampaoli. A diretoria quer resolver logo a contratação para se apressar com o planejamento da próxima temporada e a escolha por reforços. O primeiro jogo do time em 2020 será em 15 de janeiro, pela Florida Cup, contra o Atlético Nacional.

O Palmeiras já pensa em outras alternativas caso a investida por Sampaoli não dê certo. A diretoria não comentou nomes, porém algumas pessoas que acompanham as negociações relatam um desânimo pela exigência de Sampaoli. O valor de R$ 2 milhões foi considerado como fora da realidade, além da ideia de trazer para a equipe uma comissão numerosa, com mais outros cinco profissionais.

Depois de demitir o diretor de futebol Alexandre Mattos no início deste mês, o clube tem conduzido as negociações com membros da própria diretoria. Um dos empresários de Sampaoli, Daniele Monti, veio da Itália para acompanhar as conversas e teve encontro com representantes do Palmeiras.

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