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Pedido para volta ao trabalho do goleiro Bruno é negado em MG

Juiz afirma que ex-jogador perdeu vaga ao mudar de penitenciária

Leonardo Augusto, Especial para O Estado

14 de maio de 2015 | 15h26

Belo Horizonte - A Justiça de Minas Gerais negou pedido do goleiro Bruno para que voltasse a trabalhar na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte, onde cumpre sentença de 22 anos e três meses pela morte da ex-amante Eliza Samudio. A decisão é do juiz da Vara de Execuções Penais da cidade, Wagner de Oliveira Cavalieri. 

Segundo o magistrado, Bruno perdeu a vaga de trabalho ao ser transferido para a Penitenciária de Francisco Sá, na região norte do estado, em junho do ano passado. O juiz determinou que o retorno do ex-jogador do Flamengo ao serviço interno - que dá direito a redução de pena - ficará a cargo de decisão da direção da penitenciária e está sujeita a disponibilidade de vagas. Para cada três dias de serviço, um é descontado da pena. Como detento Bruno já trabalhou com artesanato e em fábricas de bolas e de vassouras.

A transferência de Bruno para Francisco Sá ocorreu em junho do ano passado. O ex-jogador fechou contrato com um time de futebol de Montes Claros, a 40 quilômetros de distância da cidade. Bruno queria ficar fora da penitenciária de 7 às 19h diariamente e aos finais de semana em caso de jogos. Porém, a Justiça, acompanhando posicionamento do Ministério Público, negou o pedido do ex-jogador alegando que se trataria de um privilégio em relação a outros detentos. Bruno, então, retornou em novembro para a Nelson Hungria.

O ex-jogador está preso desde julho de 2010. A condenação ocorreu em março de 2013. Conforme previsto na legislação, Bruno poderá migrar para o regime semi-aberto somente em 2017. O advogado do ex-jogador, Tiago Lenoir, afirmou que vai recorrer da decisão do juiz de Contagem. "Tudo o que pedimos é o direito que Bruno tem de trabalhar", afirmou o advogado.

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