Pedrinho cansa do banco no Palmeiras

O clima continua tenso no Palmeiras. Nesta quarta-feira, após participar da maior parte do coletivo como titular, o meia Pedrinho tirou a camisa dentro do campo principal da Academia e entrou no vestiário sem falar com os repórteres, conforme orientação da assessoria de imprensa do clube. "Não vou falar nada, acho melhor ficar calado", foram suas únicas palavras.Horas depois, mais calmo, o jogador explicou pelo telefone o ocorrido. "Não tenho nada contra o trabalho do técnico Jair Picerni, que tem até me elogiado ultimamente. E concordo que me expressei mal naquele momento. Só que não vejo motivo para falar com a imprensa se tenho certeza de que não vou começar a partida contra o Joinville (sábado, às 16h, no Parque Antártica). Posso falar alguma coisa e ser mal interpretado", disse Pedrinho.Picerni se esforçou para manter o ambiente calmo. "Não pesquei nada disso que vocês (jornalistas) estão dizendo. Aqui dentro não há espaço para teatro. Só posso dizer que o Pedrinho está treinando bem e logo deverá ter a chance de iniciar uma partida. Tem trabalhado a bola com velocidade. É normal o jogador reclamar quando não está sendo utilizado como gostaria."O treinador também não decidiu se vai escalar Thiago Gentil no ataque ao lado de Vágner, abrindo a possibilidade para a manutenção de Muñoz no time."Infelizmente, tive poucas chances de atuar durante os 90 minutos na Série B. E isso vem atrapalhando o meu trabalho. No Palmeiras de hoje não há espaço para vaidade. Titular ou não, tenho de pensar no grupo. A luta entre os atacantes pela posição é saudável, mas tem de terminar dentro do campo", afirmou Muñoz. Nesta quinta-feira, será assinado o contrato entre o Palmeiras e Diadora, que vai fornecer o material esportivo para o clube pelos próximos três anos e sete meses.

Agencia Estado,

02 de julho de 2003 | 19h51

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