Pedrinho ganha espaço no Palmeiras

O meia Pedrinho está reconquistando o seu lugar no time titular do Palmeiras, mas as suas atuações contra São Caetano e União São João, quando jogou desde o início, criaram um dilema para o técnico Jair Picerni: que fazer quando Elson, praticamente recuperado de uma contusão muscular na coxa, estiver em condições de retornar?O treinador, que já disse que com Elson o time fica mais forte na marcação, não antecipou sua opção. Pedrinho, porém, deixou claro que chegou o momento de ter uma seqüência de jogos. Domingo, está confirmado para enfrentar o Oeste, no Parque Antártica. "Tenho condições de lutar pelo meu espaço. Fiquei quase sete meses sem começar uma partida, mas hoje me sinto mais forte e muito bem fisicamente. Para um jogador render o que sabe, tem que atuar sempre."O próprio Picerni admite que Pedrinho está readquirindo a melhor forma. Após a goleada sobre o União São João por 5 a 1, quarta-feira, em Araras, derramou-se em elogios ao meia. "Além de habilidoso, é inteligente."Apesar disso, nem tudo são flores para o jogador, que continua sendo alvo da violência dos adversários. Na goleada por 5 a 1 sobre o União, quarta-feira, garante ter sido ameaçado pelo zagueiro Luís Henrique. "Ele falou que iria quebrar minha perna, achou que o menosprezei. Não vou me deixar levar por palavras, seguirei jogando da mesma forma. E não vou abrir mão do drible, minha principal característica."Conter a euforia passou a ser uma das principais preocupações da comissão técnica para a partida contra o Oeste. "Temos que nos mirar nas derrotas do Santos para o Paulista (4 a 0, anteontem em Jundiaí) e do Brasil para o Paraguai no Pré-Olímpico, para não vacilar", disse Picerni.O atacante Vágner Love está em tratamento. Ele sofreu uma contusão na coxa em Araras, mas, segundo o médico Vinícius Martins, não será problema para domingo.O goleiro Marcos já trata da renovação de seu contrato, que vence em junho. O jogador acredita que não trocará de clube, mas teme que a política do bom e barato adotada pelo presidente Mustafá Contursi torne a negociação lenta."Quem joga aqui tem em mente que jamais receberá muito. No entanto, o salário nunca atrasa. Estou tentando impressionar e comover o presidente. Tanto que, semana passada, cheguei de Dublin (onde esteve com a Seleção Brasileira que empatou por 0 a 0 com a Irlanda) e imediatamente me concentrei para enfrentar o São Caetano", disse, em tom de brincadeira.A boa fase por que passa o Palmeiras (terceiro colocado no Grupo 2 do Paulistão e já classificado para a segunda fase da Copa do Brasil) é outro ponto de motivação para Marcos, que até mudou de opinião em relação à necessidade da contratação de reforços."Claro que, se viessem, tornariam o grupo mais forte, mas a confiança existente hoje entre todos aqui dentro é capaz de fazer a diferença", disse.

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