Pela quinta vez, Tite aguenta crise e continua como técnico do Corinthians

Treinador suporta outra pressão e se mantém no cargo de comandante do clube

O Estado de S. Paulo

17 de outubro de 2013 | 19h55

SÃO PAULO - O suspense desta quinta-feira sobre a permanência de Tite como técnico do Corinthians não foi inédito. Pela quinta vez em três anos de clube o cargo do treinador esteve por um fio. Mais uma vez pesou os bons resultados: ele é o mais vitorioso da história da equipe, com cinco títulos conquistados e 127 vitórias em 263 jogos - um aproveitamento de 58,8% dos pontos. A primeira vez em que Tite balançou no cargo foi em fevereiro de 2011, quando a equipe foi a primeira do Brasil a ser eliminada em uma Pré-Libertadores. O algoz foi o desconhecido Tolima, da Colômbia, que segurou o empate sem gols no Pacaembu e depois fez 2 a 0 em Ibagué, naquele que foi o último jogo do atacante Ronaldo como jogador profissional de futebol.

No mesmo ano, o clube chegou até a final do Campeonato Paulista. A derrota para o Santos de Neymar na decisão também causou uma crise que quase levou à queda do técnico. Já no Brasileirão daquele ano o Corinthians reagiu e ocupava a liderança quando uma nova instabilidade no ano quase atrapalhou a permanência do treinador. Após ser derrotado pelo Fluminense por 1 a 0, o time perdeu de virada para o Santos por 3 a 1 no Pacaembu. O resultado colocou pressão sobre o time, que três dias depois encarou o São Paulo no Morumbi, pela 25ª rodada, em meio a uma crise interna. O zagueiro Chicão, que havia falhado contra o Santos, pediu para não ser relacionado caso tivesse que ficar no banco de reservas. Tite acolheu o pedido e diante do Tricolor, escalou um Corinthians cauteloso e que segurou o empate sem gols. Depois dali, o time reagiu e arrancou para o título.

O ano de 2012 foi extremamente positivo para o técnico e também para o clube, com as conquistas da Libertadores e do Mundial. A temporada seguinte também iniciou de forma vitoriosa: títulos do Paulista e da Recopa Sul-Americana, com vitória sobre o arquirrival São Paulo, no mês de julho. A essa altura a equipe já não contava mais com o volante Paulinho, transferido para o Tottenham. As atuações pouco inspiradas levaram o Corinthians a ficar oito jogos sem vencer. A última partida da sequência foi a goleada por 4 a 0 para a Portuguesa, em Campo Grande, a maior derrota do clube desde maio de 2005.

O péssimo resultado foi a quarta crise da era Tite. O técnico foi mantido e na rodada seguinte, bateu o Bahia por 2 a 0 em Mogi-Mirim e ganhou novo fôlego. Porém, as atuações não melhoraram e os resultados ruins continuaram. Foram três empates seguidos em 0 a 0 (Atlético-MG, Atlético-PR e São Paulo) e na sequência, derrota por 1 a 0 para o Grêmio, em Porto Alegre. No dia seguinte ao mau resultado, a diretoria se reuniu durante 3h e ao fim do encontro, decidiu por manter o comandante no cargo.

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