Pelé aconselha Kaká a continuar jogando no Milan

Em edição deste domingo de jornal italiano, ídolo do futebol mundial diz que "dinheiro não é tudo" na carreira

Efe,

22 de julho de 2007 | 09h24

O astro do futebol brasileiro Pelé aconselhou o meio-campo Kaká a continuar no Milan e não se transferir para o Real Madrid, assinalando que "o dinheiro não é tudo". "Eu joguei durante 20 anos no Santos e sempre fui fiel, embora tenha recebido ofertas milionárias, inclusive do Real Madrid e da Juventus de Turim. Escolhi ficar onde tinha crescido, onde me tornei grande, onde o povo me queria e era feliz. O dinheiro não é tudo. Kaká sabe o que tem de fazer. Em Milão me parece que ele é feliz, então por que deve se mudar?", disse Pelé ao jornal La Gazzetta dello Sport. "Acho que ele está bem em Milão e sua presença não é boa só para o clube, mas também para Kaká", assinalou. Na entrevista publicada neste domingo pelo jornal italiano, Pelé relembra os mais importantes personagens do futebol brasileiro, entre eles Ronaldo. "Se ele estiver bem fisicamente, estou convencido de que pode voltar a ser o número um", disse o maior jogador de todos os tempos sobre o Fenômeno. Segundo Pelé, a única coisa que Ronaldo precisa fazer é treinar regularmente.  Pelé também comentou sobre o atacante Adriano, da Inter de Milão, que é um "grande chutador e que voltará a ser 'grande'", além de afirmar que a jovem revelação do Internacional Alexandre Pato é um grande jogador, "mas que ainda é jovem demais". O maior ídolo do futebol brasileiro também comentou sobre o jovem Marcos Aurélio, de 23 anos, do Santos. "Ele me lembra o Romário, é uma promessa", afirmou.  Além disso, Pelé se mostrou muito satisfeito com a vitória do Brasil na Copa América, um sucesso que, em sua opinião, é fruto de uma "programação que pode gerar resultados ainda melhores na Copa do Mundo de 2010". Perguntado sobre a transferência do inglês David Beckham para o futebol dos Estados Unidos, Pelé afirmou que jogar em gramados americanos "é muito difícil" e que o ex-volante do Real Madrid sabe disso. "Os jogadores correm muito, marcam muito forte e te obrigam a se entregar ao máximo. Não serão umas férias, e sim o contrário", concluiu.

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