Reprodução/Youtube
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Pelé afirma que mito sobre camisa 10 não existia antes de sua atuação na Copa de 58

Em entrevista a um canal de youtube, Rei do Futebol também comentou sobre um dos poucos recordes que não conseguiu bater e que era de seu pai

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2020 | 11h02

A trajetória de Pelé é tema de um bate-papo inédito no Foras de Série. O programa, veiculado no Youtube, resgata memórias da infância do ex-jogador até o encerramento de sua carreira no New York Cosmos. O Rei do Futebol relembra, por exemplo, que não conseguiu quebrar um recorde de seu próprio pai. Pelé completa 80 anos em novembro.

"Meu pai jogava no Bauru e telefonou para o deputado e ex-presidente do Santos Futebol Clube, Athiê Jorge Cury, para conseguir um teste no clube. Lembro que fui de trem até São Paulo e de lá, de táxi até Santos. Foi o início de tudo. Uma curiosidade que pouca gente sabe é que comecei minha carreira com um desafio: meu pai era e ainda é o maior artilheiro de gols de cabeça em um mesmo jogo com cinco gols. Eu pensava ... Será que um dia vou conseguir bater essa marca? Fiquei todo esse tempo no Santos e não consegui", disse o rei.

O ex-jogador também comentou sobre a mística entorno da camisa 10. De acordo com Pelé, o peso que existe em cima da numeração, hoje, não existia quando deu seus primeiros passos no futebol. Foi depois de um título mundial conquistado pela seleção brasileira, com ele vestindo a 10, que passaram a dar importância para essa numeração. "Até a Copa de 58 a numeração não tinha nenhuma importância. Depois que fomos campeões, eu usando a 10 - o jogador mais novo do time e de uma Copa - ela passou a ter essa importância que vemos até hoje. Antes disso, o único número importante era o 1 do goleiro. Por isso, brinco com meu filho Edinho, que jogou com essa camisa no Santos, que Deus foi muito bom com nossa família dando essa responsabilidade em dobro pra nós."

Pelé marcou 1091 gols com a camisa do Santos, em 1116 partidas disputadas. O ex-jogador é considerado, por muitos, o maior de todos os tempos. Em seu currículo, o brasileiro acumula três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1970).  

 

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